terça-feira, 1 de maio de 2018

Mensagem de Lula aos trabalhadores no dia 1º de Maio

Mensagem ao Povo Brasileiro no Dia do Trabalhador

Meus amigos, minhas amigas, o Brasil vive esse 1º de maio com tristeza mas esperança.

É com tristeza que vivemos um momento onde a nossa democracia está incompleta, com um presidente que não foi eleito pelo povo no poder. O desemprego cresce e humilha o pai de família e a dona de casa. Em uma força de trabalho superior a 100 milhões de pessoas, apenas 33 milhões têm carteira assinada, o número mais baixo em 6 anos.

Uma multidão de mais de 13 milhões está desempregada e outros tantos milhões em subempregos ou na informalidade. O país sofreu com a reforma do governo Temer o mais duro golpe nos direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo do século XX.

É com tristeza que vemos a economia patinar, conquistas democráticas serem revogadas e a maioria da população fazendo sacrifícios diariamente. O direito ao trabalho, a proteção da lei, ao estudo, ao lazer tem sido cada vez mais restritos. A mesa já não é farta, e até para cozinhar o pouco que tem muitas famílias catam lenha porque não podem mais pagar o bujão de gás. Crianças e jovens perdem o futuro que lhes garantimos e a porta de acesso ao ensino superior que tiveram nos governos nos quais servimos em benefício daqueles que mais precisavam.

Vocês se lembram da prosperidade do Brasil naqueles tempos. Quando o Brasil ia bem e parte da imprensa reclamava o tempo inteiro.

Agora o Brasil vai mal e os mesmos falam em “retomada da economia”. A sabedoria popular contra essa propaganda massiva, em especial das Organizações Globo, que controlam a maior parte das comunicações desse país, revela-se nas pesquisas, onde o povo mostra que sabe o caminho para voltar a ter um Brasil melhor, com mais inclusão social, democracia e felicidade.

Um Brasil onde os trabalhadores tenham direito a ter direitos. Onde os trabalhadores possam ter uma vida digna. Onde as crianças possam ter uma boa educação. Onde nenhum menino ou menina passe fome ou fique pedindo esmola em um farol. Onde o filho do pedreiro possa fazer uma faculdade e virar doutor. Um país do qual possamos ter orgulho.

Sabemos que esse Brasil é possível. Mais do que isso, já vivemos nesse Brasil há muito pouco tempo atrás.

Por isso a esperança! A esperança que retomamos neste 1.º de Maio unificado não é apenas um desejo, é algo que buscamos em nossa luta democrática em todos os dias. Ela nos fortalece para superarmos o triste momento presente e para construir um futuro de paz e prosperidade.

Viva o Dia dos Trabalhadores! Viva os trabalhadores brasileiros! Viva o Brasil!

Luiz Inácio Lula da Silva
Curitiba, 1 de maio de 2018

O ex-presidente Lula enviou a carta ao povo brasileiro e aos trabalhadores, que foi lida nesta terça-feira, 1º de Maio, por sua porta-voz Gleisi Hoffmann (PT-PR) no ato unificado das centrais sindicais realizado em Curitiba.

Acusação de Rafael Greca, prefeito de Curitiba, contra Sérgio Moro

“Registro minha indignação pelo confinamento de um condenado com o poder de mobilização do ex-presidente Lula, num prédio administrativo, que não tem, e nunca teve alvará para presídio, até por estar imerso em ZR3 – Zona Residencial com serviços, conforme a Lei de Uso do Solo de Curitiba. O erro e a responsabilidade são do Juizado. Até podemos compreender o fato histórico inusitado, sem precedentes na história do Brasil, mas os transtornos penalizam os curitibanos moradores daquele bairro tradicional. (Foto de 1º de maio de 2018). A Lei Penal não prevê cumprimento de pena em estabelecimento penal? Não faculta que seja, por razões humanitárias, próximo donde moram os familiares do apenado? Minha revolta é de um Prefeito urbanista, desta Cidade com zoneamento urbano violentado pela decisão judicial. Curitiba não faz parte da Federação? Se tem Direito Urbano vigente, ele não vale para a Justiça Federal? Já se passaram mais de 20 dias. Até quando?”

terça-feira, 24 de abril de 2018

ADVOGADO QUE LUTOU CONTRA A DITADURA MILITAR ENVIOU CARTA A LULA

XICO CALMON É ADVOGADO CARIOCA QUE LUTOU CONTRA A DITADURA MILITAR. ELE ENVIOU UMA CARTA A LULA QUE FOI RECEBIDA E LIDA PELO EX-PRESIDENTE


Caríssimo companheiro Lula, guerreiro do povo brasileiro:

Sei, em parte, o que está a viver na prisão; não tinha 72, mas 21 anos quando o militar Paulo Malhães, na época capitão, no dia 3 de novembro de 1969, encostou a pistola em minha nuca, eliminando qualquer possibilidade de reação, e sequestrou a mim e mais duas companheiras, sendo uma a minha namorada, 16 anos, e fomos levados para o DOI-Codi da Barão de Mesquita no Rio de Janeiro.

Passei pelas torturas, descritas nos arquivos da Comissão Nacional da Verdade, da qual fui um assessor voluntário, e naquele estabelecimento do Exército a minha namorada, embora menor de idade, foi seviciado e ameaçada de ser jogada aos jacarés que o Manhães alimentava no quartel, ficando em torno de 42 dias prisioneira, com a autorização do Juiz de menores da época, muito famoso, Alyrio Cavallieri, de que ficasse à disposição o tempo que o encarregado do inquérito necessitasse (documento no arquivo da CNV e do Brasil Nunca Mais digital).

Passei um total de 59 dias de solitária e mais 9 meses em quartéis e no Hospital Central do Exército, partilhei no HCE com camaradas de idade mais avançada, próximo de 60 anos, e posso testemunhar que foram tão resistentes como nós mais jovens.

O processo constante de procurar minar o nosso moral não nos venceu, pois nossos sonhos eram mais fortes, e deles nos alimentávamos todos os dias para mantermos a dignidade de combatente.

Suas realizações pelo povo brasileiro, presidente, e seus sonhos serão os seus alimentos espirituais, os quais continuarão a mantê-lo tão forte quanto demonstrou no sindicato de São Bernardo, e ,oxalá, muito mais ainda, pois não há tortura capaz de eliminar nossas crenças, ideias e sonhos e nem de aprisioná-las.

Receba um fraterno abraço do ex-combatente “Túlio” da VAR e companheiro de luta contra a tirania togada,

Xico Celso Calmon

segunda-feira, 23 de abril de 2018

A democracia corrompida

Sim, vivemos no país da corrupção. Pois, corrompidas estão a nossa sociedade e o seu sentimento de solidariedade, nossa tolerância com as diferenças e a esperança de nos tornarmos uma nação mais justa e de oportunidades iguais para todos.

Corrompido está o Estado Brasileiro, quando as instituições e as leis republicanas são relegadas, dando lugar a decisões arbitrárias na luta selvagem pelo poder e manutenção de privilégios.

Corrupção é a usurpação não somente de bens materiais, mas também do patrimônio imaterial e dos direitos consagrados na Constituição Cidadã de 1988.

Em nossa democracia corrompida, reina a barbárie por meio da violência física e simbólica contra negros, índios, mulheres, LGBTs, idosos e crianças, notadamente, os mais pobres.

Em nossa democracia corrompida, políticos e empresários corruptos parecem desejar a volta do trabalho escravo e latifundiários expulsam camponeses, chacinam índios e lideranças dos movimentos sociais.

Em nossa democracia corrompida, as mineradoras impunes arruínam rios e cidades enquanto setores do agronegócio avançam sobre as nossas florestas, envenenando a terra e a água com agrotóxicos condenados e causadores de doenças fatais.

Em nossa democracia corrompida, o combate contra a corrupção empreendido pela Lava-Jato se transformou em instrumento de ação política para penalizar alguns em detrimento de outros. Hoje é patente que o julgamento e a prisão açodada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornou o objetivo primeiro dessa operação que visa retirar do pleito presidencial o candidato preferido nas pesquisas de opinião.

O processo que o condenou é tido por muitos juristas nacionais e internacionais como uma farsa e representa um grave perigo de ruptura da legalidade. O Poder Judiciário hoje julga, prende e liberta de forma seletiva e partidária, dramatiza as suas ações na mídia e ignora a Constituição, ao judicializar a política fazendo desta um caso de polícia.

Hoje reina a confusão entre os poderes da República, fragilizando a democracia brasileira que se submete a pressões de todos os tipos, inclusive de militares e setores autoritários que ameaçam as eleições presidenciais.

Como trabalhadores da cultura não podemos enxergar o cinema desligado da vida e da consciência, nem nos interessa uma estética sem ética. Para nós, o cinema deve ser, sobretudo, uma celebração da liberdade e da vida, sem preconceitos e sem ódios. O cinema é a linguagem de transformação das pessoas através do exercício do lúdico, da criatividade, da emoção e do pensamento.

Como cidadãos e profissionais da área artística e cultural, queremos liberdade, justiça e cidadania plenas e nos colocamos contra a barbárie que no Brasil se instalou, como em um filme de horror.
Por isso, conclamamos a todos que se unam em defesa das liberdades democráticas e da Carta Magna de 1988.

Assinam:

Rosemberg Cariry -cineasta
Roberto Gervitz – cineasta
Murilo Salles – cineasta
Lucia Murat – cineasta
Toni Venturi – cineasta
Luiz Carlos Barreto – produtor de cinema
Marieta Severo – atriz
Bete Mendes – atriz
Andrea Beltrao – atriz
Rui Guerra – cineasta
Lais Bodanzky -cineasta
Walter Lima Jr -cineasta
Daniel de Oliveira – ator
Matheus Natchergaele – ator
Chico Diaz – ator
Sérgio Machado – cineasta
Ana Maria Magalhães – atriz e cineasta
Caco Ciocler – ator
Maria de Medeiros – atriz (Portugal)
Debora Bloch – atriz
Lucelia Santos – atriz
Jeferson De – cineasta
Jorge Duran – cineasta
Eliana Caffé – cineasta
Milhem Cortaz – ator
Beto Brant – cineasta
Cláudio Assis – cineasta
Letícia Sabatella – atriz
Antonio Pitanga – ator
Enrique Diaz – ator
Thiago Mendonça – ator
Werner Schunemann – ator
Vicente Amorim – cineasta
Vania Catani – produtora
Marco Ricca – ator
Aderbal Freire Filho – ator e diretor de teatro
Silvia Buarque – atriz
Tuca Andrada – ator
Pedro Farkas – diretor de fotografia
Paulo Caldas – cineasta
Monique Gardenberg – cineasta
Marcelo Gomes – cineasta
Marcos Breda – ator
Luiz Carlos Lacerda – cineasta
Liliana Sulzbach –cineasta
Lina Chamie – cineasta
Lírio Ferreira – cineasta
Eunice Gutman – cineasta
Maeve Jinkings – atriz
José Joffily – cineasta
Hilton Lacerda, cineasta e roteirista
José Roberto Eliezer – Dir. de fotografia
Lucio Kodato – Dir. de Fotografia
José Roberto Torero – roteirista
Guta Stresser – atriz
Daniel Ribeiro – cineasta
Débora Duboc – atriz
Hermano Penna – cineasta
Camilo Cavalcante – cineasta
Ana Luiza Azevedo – cineasta
Alain Fresnot – cineasta
Rubens Rewald – cineasta e professor
Claudio Kahns – cineasta
Cristina Pereira – atriz
Antonio Fragoso – ator
Antonio Grassi – ator
Daniel Dantas – ator
Aurelio Michiles -cineasta
Caco Monteiro – ator e cineasta
Giba Assis Brasil – montador de cinema
Edgar Navarro – cineasta
Tadeu de Pietro – ator
Eduardo Valente – cineasta e curador
Vera Egito – roteirista e diretora
Pola Ribeiro – cineasta
Zeca Pires – cineasta
Helena Tassara – cineasta
José Araripe – cineasta
Inez Viana – atriz e diretora teatral
Janaina Diniz Guerra – atriz
José Frazão – cineasta
Henrique Dantas – cineasta
Pascoal da Conceição – ator
Karen Harley – montadora de cinema
Petrus Cariry – cineasta
Denise Moraes – cineasta
Renato Tapajós – cineasta
Sofia Frederico – cineasta e jornalista
Guilherme Fiuza Zenha – diretor e produtor
Solange Lima – produtora
José Geraldo Couto – crítico de Cinema
Maria do Rosário Caetano – jornalista e pesquisadora de cinema
Carlos Alberto Mattos – jornalista e escritor
Vannessa Gerbelli – atriz
Taciano Valério – cineasta
Diana Almeida – produtora de cinema
Tatiana Salem Levy – roteirista e escritora
Daniela Broitman – cineasta
Amauri Tangará – cineasta
Ernesto Piccolo – diretor de teatro e ator
Rafael Ponzi – ator
Everaldo Pontes – ator
Frederico Machado – cineasta e distribuidor
Rodrigo Siqueira Arejeju – cineasta
Bárbara Cariry – produtora e cineasta
Gisela Câmera – produtora
Margarita Hernandez – cineasta
Cassiano Carneiro – ator
Marcelo Laffitte – cineasta
Antonio Galindo – produtor
Cristina Aché – atriz
Paola Vieira – cineasta
Daniela Vitorino – produtora
Alan Minas – roteirista e diretor
José Barahona – cineasta
Cesar Cavalcanti – diretor de cinema e produtor
Antonio Venâncio – pesquisador de cinema
Bia Salgado – figurinista
Marco Aurélio Ribeiro – cineasta
Firmino Holanda – cineasta, roteirista e historiador
Moacir Chaves – diretor de teatro
Luciana Sérvulo da Cunha – documentarista
João Godoy – técnico de som direto
Claudia Alencar – atriz
Sabrina Fidalgo – cineasta
Lula Oliveira – produtor e diretor
Tati Mendes – produtora
Tilani Nascimento – cineasta
Amanda Lima – cineasta e produtora
Ilário Lima – produtor
Tito Almejeiras – cineasta e ator
Carla Francine – Produtora
Tetê Moraes – Cineasta
Alana Ribeiro – Produtora
Stela Grisotti – Roteirista

Carta de Lula à FUP

Meus queridos companheiros da FUP,

Tenho acompanhado, na medida do possível, as manifestações de solidariedade. O apoio que vocês têm me dado me ajuda muito a continuar acreditando na nossa luta por justiça.

Foi muito bom contar com a presença dos petroleiros no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo, com toda a ajuda que vocês nos deram.

Soube que vocês estiveram na porta da Polícia Federal em Curitiba, para, junto com os outros movimentos, me darem um “bom dia”.

Soube também da manifestação em Campos dos Goytacazes, contra as injustiças que estão fazendo comigo.

Durante todos esses anos, sempre tivemos uma ligação muito forte em defesa da Petrobrás e do projeto de desenvolvimento nacional.

Desde meus anos de sindicalista, os petroleiros são uma das categorias mais comprometidas com a ideia de um Brasil mais justo para todos.

É por isso que quero mandar os meus sinceros agradecimentos para cada companheiro e cada companheira da FUP.

A todos vocês que acreditam na minha inocência e lutam por justiça, serei sempre grato. Um abraço fraterno.

Curitiba, 23 de abril de 2018

Luiz Inácio Lula da Silva

O tríplex da OAS

sábado, 21 de abril de 2018

PT é aconselhado a tirar Lula da mira dos Holofotes

“Petistas têm sido aconselhados a convencer o ex-presidente Lula a desistir da candidatura ao Planalto. Em conversas recentes com ministros do Supremo, ouviram que a única forma de ajudar Lula a sair da prisão é tirá-lo dos holofotes.

Enquanto o petista estiver todos os dias na mídia e confrontando o Poder Judiciário é impossível que a Corte vote qualquer ação que possa beneficiá-lo, como o fim da prisão após 2.ª instância.

A mesma sugestão foi dada ao senador Aécio Neves, razão pela qual o tucano avalia desistir de participar da eleição deste ano.

Um exemplo citado nas conversas com os petistas é o do senador José Serra. O tucano deixou o Ministério das Relações Exteriores e se refugiou no Senado. Desde então, saiu da linha de tiro e já teve um inquérito arquivado no Supremo”.

O Estado de S. Paulo, 21/04/2018

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Quatro partidos divulgam manifesto de apoio a Lula

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feita ao arrepio da Constituição Federal, representa agressão à democracia brasileira e aos tratados internacionais de direitos humanos, os quais consagram, como fundamentos dos regimes democráticos, os princípios da soberania popular, da presunção da inocência e do devido processo legal.

A origem das modernas democracias assenta-se justamente nesses princípios básicos, que têm no habeas corpus sua manifestação mais significativa. Assim sendo, a prisão de ex-presidente pode ser interpretada como uma decisão casuística, politicamente motivada, que cria insuportável insegurança jurídica no Brasil.

O encarceramento apressado e injustificado do ex-presidente Lula, contra o qual não há uma única prova minimamente sólida de culpa, agrava sobremaneira o perigoso e crescente clima de ódio e de instabilidade política que tomou conta do país. A decisão, destituída de fundamentos jurídicos sólidos, configura ato de perseguição política, que tende a aprofundar a gravíssima crise econômica, social e política do Brasil.

A injusta cassação política-jurídica do líder nas pesquisas de intenção de voto, significa aposta irresponsável no quadro de caos e incerteza que prejudica toda a população brasileira. Confiamos, contudo, que as forças democráticas, dentro e fora das instituições, saberão reverter essa funesta decisão e libertar Lula. O que fazem hoje com o Lula poderão fazer com qualquer pessoa amanhã. Respeitar a Constituição é respeitar a democracia.

Carlos Lupi
Presidente nacional do PDT

Gleisi Hoffmann
Presidenta nacional do PT

Juliano Medeiros
Presidente nacional do PSOL

Luciana Santos
Presidenta nacional do PCdoB

Carta do ex-presidente Lula ao acampamento Lula Livre, em Curitiba

“Eu ouvi o que vocês cantaram. Estou muito agradecido pela resistência e presença de vocês neste ato de solidariedade. Tenho certeza que não está longe o dia em que a Justiça valerá a pena. Na hora em que ficar definido que quem cometeu crime seja punido. E que quem não cometeu seja absolvido. Continuo desafiando a Polícia Federal da Lava Jato, o Ministério Público da Lava Jato, o Moro e a segunda instância a provarem o crime que alegam que eu cometi. Continuo acreditando na Justiça e por isso estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado.

Grande abraço e muito obrigado.

Luiz Inácio Lula da Silva"

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Carta de governadores e senadores a Lula


sábado, 7 de abril de 2018

Mensagem deixada pelo ex-presidente Lula antes de se entregar a seus algozes


“Meus amigos, minhas amigas,

Tenho pensado muito sobre o caminho que nossas vidas tomaram. O futuro, no fim das contas, não parece ser um lugar assim tão distante. Não que a nossa vida tenha sido fácil, longe disso.

Sentimos na pele o que passa um povo esquecido, mas sabemos que nenhum fardo é tão pesado que não se possa carregar. Quem sobrevive depois de passar por tanta dificuldade aprende, desde cedo, que a honra é o nosso bem mais valioso.

Ao longo do caminho, conheci muita gente que precisava apenas de uma oportunidade para andar com as próprias pernas e construir com dignidade a própria vida. Foi essa ideia de um Brasil mais justo que embalou nossos melhores e mais generosos sonhos. Um país sem fome, com escola, casa e emprego para todos.

Olho para trás e vejo que poderíamos ter feito mais. Sempre é possível fazer mais. Mas as oportunidades que criamos num país tão desigual e injusto parecem ainda maiores nos dias difíceis de hoje.

Eu já fui preso uma vez, minha vida foi toda revirada, minha família foi perseguida e perdi minha eterna companheira.

Eu não tenho medo do que está por vir. Enquanto me restar pelo menos um minuto de vida, esse minuto vai ser para lutar pela dignidade do nosso povo. E defender a nossa honra.

A honra do menino que cruzou o país para vencer a fome e se tornou engraxate. Do adolescente que se tornou um jovem operário. Do homem que se tornou pai e lutou com todas as forças para representar o povo brasileiro. Nas tardes de incerteza da minha juventude nunca imaginei ser possível. Mas foi. Me tornei o presidente do povo brasileiro.

Quem me condenou sem provas sabe que sou inocente e que governei com honestidade. Os que nos perseguem podem fazer o que quiserem, mas jamais poderão aprisionar os nossos sonhos.

Um grande beijo com muito carinho do companheiro Lula.”

sábado, 10 de março de 2018

Nota da J.Malucelli sobre a usina hidrelétrica Belo Monte 10mar2018

A J.Malucelli Construtora sempre agiu de acordo com seus princípios éticos e morais. Sua participação na construção da UHE Belo Monte se deve ao simples fato de ser acionista do empreendimento, motivo pelo qual afirma, com toda convicção, que não fez qualquer pagamento indevido conforme noticiado e está certa que a justiça comprovará sua idoneidade e não participação nos fatos apontados

Joel Malucelli

Fonte: Bolg do Esmael Morais

quarta-feira, 7 de março de 2018

Leia a íntegra da nota da defesa de Lula:


Recorreremos da decisão proferida hoje (07/03) pelo Tribunal Regional Federal da 4ª. Região (TRF4) no julgamento da Correição Parcial nº 50716793020174040000. O TRF4 confirmou a decisão do juiz Sérgio Moro que ampliou prova pericial sobre os sistemas da Odebrecht para incluir “dispositivos eletrônicos” provenientes da Suíça desconhecidos pela defesa e que foram apresentados após término da fase de coleta de provas do processo.

Além disso, estes “dispositivos eletrônicos” também foram examinados pela Polícia Federal no laudo entregue no último dia 23/02, que desmontou a acusação do Ministério Público Federal contra Lula ao deixar de identificar qualquer elemento que possa vincular o ex-presidente a valores provenientes de contratos firmados pela Petrobras, ao sistema de contabilidade paralela da Odebrecht ou, ainda, aos imóveis indicados na denúncia.

No mesmo laudo, os peritos também constataram que o material encaminhado pela Suíça contém os mesmos elementos presentes em outros dispositivos analisados e em relação aos quais houve a constatação de “destruição deliberada de dados” (p. 301), além de manipulação de conteúdo.

A defesa do ex-presidente Lula está com prazo em curso para analisar o laudo da Polícia Federal. Os peritos da defesa poderão acrescentar outros elementos para reforçar que o material analisado, além de não comprovar qualquer acusação contra Lula, não é idôneo”.

CRISTIANO ZANIN MARTINS

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Nota de Esclarecimento: Alexandre Accioly

A assessoria de Alexandre Accioly encaminhou ao JB nota assinada pelo empresário sobre uma notícia:

Nota de Esclarecimento

É com alívio que recebo a informação de que finalmente a Odebrecht apresentou documento de transferência bancária acerca de conta cuja titularidade é atribuída a mim em Cingapura. 

Afirmo com serenidade que ficará cabalmente comprovado, conforme já explicado, que não sou nem nunca fui titular ou beneficiário de conta ou estrutura financeira em Cingapura. 

De forma mais ampla, reafirmo que nunca recebi depósito em favor de terceiros em conta alguma no Brasil, em Cingapura ou outra localidade. 

A respeito da citada delação de executivo da Andrade Gutierrez, tenho a informar que a Safira Participações Ltda., empresa do grupo Andrade Gutierrez, tornou-se acionista minoritária da Quatro/A (razão social AALU Participações e Investimentos S/A) mediante aporte de R$ 35 milhões em 2010. 

A AALU é uma holding de investimentos e participações que tem como acionistas Luiz Urquiza e eu. Foi constituída com o propósito de atrair investidores para fazer frente às necessidades de capital das empresas investidas à época, ocasião em que o Brasil vivia forte expansão econômica e era preciso acelerar o crescimento das empresas subsidiárias e controladas.

A Safira permanece como acionista da Quatro/A desde então. 

O ativo correspondente ao investimento realizado apresentou, em 2010, receita de R$ 113 milhões e empregava então 1,7 mil funcionários. No ano passado, conforme balanço publicado e auditado, a receita foi de R$ 393 milhões e contabilizava cerca de 5 mil funcionários.

Os recursos aportados pela Safira foram integralmente investidos na sociedade, que jamais distribuiu dividendos desde sua constituição, tendo em vista que sempre foram e continuam a ser também integralmente reinvestidos na companhia.

Vale ressaltar que não há correspondência entre os valores investidos na sociedade, de R$ 35 milhões, e os R$ 20 milhões mencionados pelos delatores.

Nem a Quatro/A nem quaisquer de suas empresas investidas efetuou doação ou pagamento eleitoral para quem quer que seja. 

Todos os atos societários que envolvem a Quatro/A se encontram fartamente amparados por documentos comprobatórios. 

Acrescente-se que, meses antes do referido aporte da Safira, no mesmo ano de 2010, a Quatro/A e outros acionistas, em sentido inverso, realizaram a aquisição da Marina Porto Real, em Angra dos Reis, então propriedade da Andrade Gutierrez. 

As parcerias realizadas com a Andrade Gutierrez envolvem não apenas vínculo de caráter negocial, mas também de ordem afetiva e foram sempre motivo de orgulho.

Alexandre Accioly

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Manifesto de Repúdio à Presença de Sérgio Moro na Petrobras

A Petrobrás está convidando os empregados para o evento “Petrobras em Compliance” a ser realizado no dia 08/12, no qual o juiz federal de primeira instância, Sérgio Moro, responsável por julgamentos da operação Lava-Jato, irá realizar palestra em virtude do Dia Internacional de Combate à Corrupção. O fato de ser figura polêmica conduzindo uma operação questionável em seus objetivos declarados já configuraria um bom motivo para que a direção da empresa não o convidasse. Porém, uma vez que os trabalhadores não foram consultados quanto ao destaque conferido ao juiz nas dependências da empresa, este manifesto de repúdio visa evidenciar que ele não conta com aprovação plena de toda Petrobrás.

A Operação Lava-Jato se assemelha mais a uma série de TV, atuando em “parceria” com a mídia monopolista e empresarial e alçando ao estrelato juízes e procuradores que deveriam agir de modo independente e discreto, sem pronunciamentos e ações espetaculosas conforme exige a profissão, opostamente ao que temos assistido. Construiu-se no imaginário da população a ideia de que a corrupção deve ser combatida a qualquer custo, inclusive à revelia das leis, e a atrelaram a uma determinada categoria de pessoas. Logicamente corrupção é um problema sério, mas na prática seu combate não vem sendo efetivo. Com a justificativa de recuperar o dinheiro roubado dos cofres públicos e punir poderosos, a operação avança gerando um rastro de destruição econômica que não é compensada por seus supostos benefícios.

Esta “parceria” entre judiciário e mídia criou uma narrativa que vem justificando a destruição do país, da própria Petrobrás e entrega das nossas riquezas ao capital estrangeiro. Não estamos afirmando que a Operação Lava-Jato é a única responsável por todos os males que atualmente recaem sobre o Brasil, mas é o principal fator que viabilizou a ascensão ao poder central da quadrilha de Michel Temer, trazendo consigo inúmeros retrocessos ou acelerando aqueles iniciados pelo PT.

O valor monetário recuperado para a sociedade pela Operação Lava-Jato é controverso; reportam-se as cifras de 1 bilhão, 4 bilhões e até 10 bilhões, as quais seriam provenientes de pagamento de multas, acordos de leniência, delações premiadas e bens bloqueados. Já a Petrobrás recebeu de volta 716 milhões de reais; parecem valores altos, mas, ainda em 2015, foi realizado um estudo estimando um impacto de R$ 140 bilhões no PIB brasileiro, representando uma perda de cerca de 2,5%, como um “custo” da Lava Jato. Para se ter ideia, em 2014 quando esta Operação teve início, o PIB era de US$ 2,456 trilhões, terminando 2016 em US$ 1,796 trilhões por vários fatores, inclusive pela paralisia trazida pelo pretenso combate a corrupção. Logo, as perdas foram muito mais significativas que os ganhos, gerando um processo de desindustrialização no país com retorno a uma economia voltada ao setor primário.

Segundo o DIEESE, estima-se que a Lava Jato tenha sido responsável pela perda de mais de um milhão de empregos, fragilizando a Petrobrás e as empresas da cadeia produtiva do óleo e gás, num momento de sérias dificuldades para essa indústria no mundo. Além disso, a fragilização das empresas de construção pesada e o ajuste fiscal reduziram o volume e o ritmo de investimentos públicos em infraestrutura; só as obras paralisadas somam R$90 bilhões que foram jogados fora. Portanto, o valor de R$ 38,1 bilhões que a Força-Tarefa espera recuperar no total não chega nem perto do prejuízo causado à indústria, à economia brasileira e à elevação da taxa de desemprego.

A estrela principal da Lava-Jato, o juiz Sérgio Moro, vem sendo rotineiramente criticado por sua atuação e práticas que se sobrepõem às leis constituídas neste país e ao estado democrático de direito. Paradoxalmente, justo no momento em que começam a surgir indícios de corrupção dentro da própria Operação Lava-Jato, com denúncias graves feitas por Tacla Duran de estar ocorrendo “delações a la carte” solicitadas por procuradores, negociadas por amigo próximo do juiz e uso de provas forjadas, pondo em xeque toda a credibilidade da operação, a direção da Petrobrás convida Moro para reforçar o “compromisso com a ética e a integridade, em especial com a prevenção à fraude, à corrupção e à lavagem de dinheiro”. No mínimo, a empresa deveria ter prudência em relação a este convite e considerar a repercussão que o caso está tendo sob o risco da desmoralização do evento e da própria empresa. Porém, a julgar pela recondução do diretor Elek, prudência quanto a condutas duvidosas não tem sido o forte.

A Petrobrás é uma das maiores empresas do mundo, o petróleo do Pré-Sal é a maior riqueza dos brasileiros, mas este patrimônio gigantesco está sendo, mais que nunca, saqueado. Não vamos aplaudir quem contribuiu para a construção da narrativa que vem servindo para respaldar tantos retrocessos em nosso país e o desmonte da Petrobrás. Nós, abaixo assinados, empregados da Petrobrás, repudiamos a presença de Sérgio Moro na empresa que tanto tem contribuído para destruir.

Michelle Daher Vieira (EDISEN),
Carla Alves Marinho (CENPES),
Joana Bessa (CENPES),
Erick Quintella (CENPES),
Rafael Budha (EDISE),
Ana Patrícia Laier (EDIVEN),
Claudio Rodrigues (EDISE),
Roberto Emery (EDISE),
João Sucupira (Aposentado),
Natália Russo (EDISEN),
Jorge Brito (CENPES),
Thiago Luz (EDISE),
Agenos Jacinto Junior (Aposentado – CENPES),
Anselmo da Silva Santos (Aposentado – CENPES),
Jayme de Oliveira Neto (REDUC),
Marcos Antonio Ribeiro Dantas (Aposentado – CENPES),
Michelle Acruche (CENPES),
Robervainer de Figueiredo
(FRONAPE),
Aloísio Euclides Orlando Junior (CENPES),
Danielle de Oliveira Rosas (CENPES),
Dener Fabricio (CENPES),
Denilsom Argollo dos Santos Souza (CNCL),
Eusébio Agapito da Silva (TABG-Ilha Redonda),
Vinicius Waldow (CENPES),
Mauro Teixeira (CENPES),
Áurea (TRANSPETRO),
Gustavo Marun (EDICIN),
Márcio Pinheiro (EDISEN),
Renato Gomes de Mattos Fontes (CENPES),
Coaracy Lopes (Aposentado),
Márcio Ribeiro Fonseca (EDISEN),
André Paulo Becker (REGAP),
Rosane Fernandes (CENPES),
Eduardo Azevedo (CENPES),
Cláudio Jarreta (CENPES),
Rafael Prado (REVAP),
Taiane de Lima Braz (REVAP),
Paulo Miller (CENPES),
Fabiola Mônica (Anistiada),
Kunde (REVAP),
Alexandre Rodrigues (REVAP),
Luiz Mario Nogueira Dias (REDUC),
Sandro Moreira Ferreira (EDISEN),
José Alexandre Barbosa (CENPES),
Tiago Amaro (estaleiro Brasfels),
Felipe Brito (EDISEN),
Marcello Bernardo (REDUC),
Alberto Leal (EDICIN),
Rafael Antony (EDICIN),
Jorge Teixeira
(EDIVEN),
Igor Mendes (CENPES),
Gunther Sacic (Aposentado),
Roberto Wagner Marques (Aposentado),
Jamison Gonçalves (EPPIR AL),
Fabíola Calefi (UTE EZR Cubatão),
Luciano Alves (UO-SEAL/ATP-AL/SOP-SG),
Édson Flores (REFAP),
Bastos (REVAP),
Pedro Augusto (RECAP),
Ricardo Landal (REFAP),
Cláudio Negrão (TRANSPETRO),
Glauco Damazio (EDISE),
Edimilson Pinto da Silva (EDISEN),
Ricardo Nagato (EDICIN),
Sandra S X Chiaroy (CENPES)
Mariana Rits (Revap)
Anderson Fonseca (EDISEN)
Tiago Nicolini Lima (UTGCA)
Felipe Machado de Oliveira (EDISP),
Ricardo Latge (Aposentado CENPES),
Maria Adelaide Silva (EDISEN),
Ricardo Faustino (CENPES)
Roberto Rossi (CENPES),
Márcio Medeiros (CENPES),
Marcelo Quinderé (EDICIN),
Andréa Cavalcanti de Azevedo Cachina (UO-RNCE),
Leonardo Lacerda (CENPES),
Ronaldo Tedesco (REDUC),
Wesley Bastos (REVAP),
Glauber Freitas (EDISEN),
Carlos Henrique R. Fernandes (EDICIN),
Christian Queipo (EDISEN),
Tereza Ramos (Aposentada),
Vinicius Sombra (Edise),
Márcio Trindade (Edise),
Ricardo Mattoso (Edise),
Giovanni Bruno (Edise),
Talles Lopes (EDIVEN),
Gustavo Maurilo (REDUC),
Antonio Claudio Soares (Aposentado CENPES),
Christiane Granha (PIDV),
Naustria Albuquerque (EDISE),
Edmundo Luiz R. da Silva (EDISE)
Carlos Prata (Aposentado – EDISE),
João Carlos Martins (EDISE),
Felipe Coutinho (EDISEN)
Silvio Sinedino (Aposentado)

Nota do compositor João Bosco sobre uso de sua música pela PF

por João Bosco

Recebi com indignação a notícia de que a Polícia Federal conduziu coercitivamente o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, Jaime Ramirez, entre outros professores dessa universidade. A ação faz parte da investigação da construção do Memorial da Anistia.

Como vem se tornando regra no Brasil, além da coerção desnecessária (ao que consta, não houve pedido prévio, cuja desobediência justificasse a medida), consta ainda que os acusados e seus advogados foram impedidos de ter acesso ao próprio processo, e alguns deles nem sequer sabiam se eram levados como testemunha ou suspeitos. O conjunto dessas medidas fere os princípios elementares do devido processo legal.

É uma violência à cidadania. Isso seria motivo suficiente para minha indignação.

Mas a operação da PF me toca de modo mais direto, pois foi batizada de “Esperança equilibrista”, em alusão à canção que Aldir Blanc e eu fizemos em honra a todos os que lutaram contra a ditadura brasileira. Essa canção foi e permanece sendo, na memória coletiva do país, um hino à liberdade e à luta pela retomada do processo democrático.

Não autorizo, politicamente, o uso dessa canção por quem trai seu desejo fundamental.

Resta ainda um ponto. Há indícios que me levam a ver nessas medidas violentas um ato de ataque à universidade pública.

Isso, num momento em que a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, estado onde moro, definha por conta de crimes cometidos por gestores públicos, e o ensino superior gratuito sofre ataques de grandes instituições (alinhadas a uma visão mais plutocrata do que democrática).

Fica aqui portanto também a minha defesa veemente da universidade pública, espaço fundamental para a promoção de igualdades na sociedade brasileira. É essa a esperança equilibrista que tem que continuar.

João Bosco

sábado, 4 de novembro de 2017

Poeta protesta contra título a Bolsonaro

“Solenemente, devolverei o título de cidadã honorária andreense, caso a Câmara Municipal de Santo André aprove o projeto de lei de um vereador que não merece ter seu nome aqui citado, propondo título de cidadão honorário andreense àquele outro deputado que pretende ser candidato a presidente da república e que me recuso também a dizer seu nome. Foi com muita honra que recebi, em 2002, esse título, não só porque já me sentia cidadã andreense, pelo fato de ter escolhido esta cidade para morar e também por, desde sempre, ter defendido os direitos de outros cidadãos ao ter me engajado em tantas lutas. Homenagear oficialmente um político que jamais contribuiu em nenhum aspecto com esta cidade é um ato explícito de campanha eleitoral e merece meu mais veemente repúdio”, escreveu Dalila.

A poeta Dalila Teles Veras promete devolver o título de cidadã honorária andreense se a Câmara aprovar o projeto de lei que concede a mesma honraria a Bolsonaro. Em seu Facebook, Dalila destaca que a homenagem a Bolsonaro, que nunca contribuiu com Santo André, é um ato explícito de campanha eleitoral e que merece repúdio.A poeta é proprietária de uma livraria, a Alpharrabio, ponto de encontro de intelectuais. Também é editora e educadora. Dalila nasceu no Funchal, Ilha da Madeira, em 1946. Reside no Brasil desde 1957. É animadora cultural, organizadora de cursos, seminários e congressos. Participou como convidada da Unesco do Colóquio Imprensa de Língua Portuguesa no Mundo, realizado em 1991, em Paris, com a comunicação “A Imprensa Alternativa no Brasil como resistência cultural”. Adotou a cidade de Santo André para viver e diz que já se sente uma andreense nata. Mas que não pode aceitar uma homenagem do povo de Santo André a um homem que não defende os direitos humanos. A poetisa destaca o objetivo eleitoreiro de conceder o título ao pré-candidato.