sexta-feira, 22 de junho de 2018

Nota da defesa de Lula sobre decisão do TRF4

Nota da defesa de Lula sobre decisão do TRF4

A defesa do ex-presidente Lula recorrerá das decisões proferidas hoje (22/06) e estranha que o TRF4 tenha analisado a admissibilidade do recurso extraordinário às vésperas do julgamento marcado pela presidência da 2ª Turma do STF para analisar o pedido de liberdade do ex-presidente.

A decisão do TRF4 foi proferida poucas horas após a defesa de Lula haver apresentado à vice-presidência da Corte, em audiência, memorial demonstrando a presença de todos os requisitos para a admissibilidade dos recursos especial e extraordinário interpostos em 23/04

Cristiano Zanin Martins

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Nota de Dilma Rousseff sobre a lawfare contra Gleisi Hoffmann

Presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores, a senadora Gleisi Hoffmann passou a ser o principal alvo da perseguição jurídica e política que levou o ex-presidente Lula à prisão. O processo contra Gleisi, o ex-ministro e ex-deputado federal Paulo Bernardo e o empresário Ernesto Kugler tem todas as características de uma farsa – repleta de mentiras evidentes e depoimentos contraditórios.

Os acusadores tornaram-se delatores premiados para obter vantagens jurídicas, como a própria liberdade, e o acesso aos recursos financeiros ilegalmente obtidos. Estão, portanto, dispensados de restituir o que roubaram. Esta situação absurda – criminosos confessos forjando acusações contra inocentes em troca da impunidade — é parte ponderável das investigações baseadas em delações premiadas sem quaisquer provas.

Os réus que acusam Gleisi Hoffmann foram mudando suas denúncias, feitas originalmente em 2014, à medida que eram desmentidos pela verdade dos fatos, embora suas delações já tivessem sido criminosamente divulgadas para a mídia. O inquérito aberto pela PF era secreto e, no entanto, foi vazado para a imprensa a fim de destruir a reputação dos acusados, notadamente Gleisi Hoffmann.

Ao mesmo tempo em que a polícia e os acusadores não apresentavam prova alguma das delações regiamente premiadas, a defesa demonstrou, de maneira cabal, que:

a) Gleisi nunca recebeu dos delatores mentirosos recursos para a sua campanha ao Senado em 2010;

b) Gleisi não poderia jamais ser acusada de corrupção passiva, como foi, porque não exercia nenhum cargo público na época do suposto episódio;

c) é mentira, portanto, que Gleisi tenha praticado algum ato de ofício para beneficiar quem quer que seja em troca de dinheiro, inclusive porque, na época do suposto crime, sequer conhecia o executivo da Petrobras que teria sido beneficiado por ela.

A defesa mostrou que o inquérito da Polícia Federal foi montado com informações obtidas ilegalmente, por meio de arbitrariedades como a quebra do sigilo telefônico de Gleisi Hoffman sem autorização da Justiça. Em todos os sentidos que se possa examinar, a ação contra Gleisi é um processo de exceção, arbitrário, autoritário e, neste sentido, ilegal e abusivo.

Como Lula, Gleisi Hoffman é vítima de lawfare, em um processo montado com base em arbitrariedades, mentiras e manipulações. Gleisi é a vítima da vez porque é uma política relevante do campo progressista, é presidente nacional do PT e é interlocutora importante de Lula.

Esperamos, pelo bem do nosso País, que se faça justiça aos acusados, a Gleisi Hoffmann, essa mulher, senadora, digna e honrada que representa todos que lutam por uma nação mais igual, mais justa e democrática.

Dilma Rousseff

sábado, 16 de junho de 2018

Nota do PT do Paraná

O Partido dos Trabalhadores do Paraná manifesta sua total e irrestrita solidariedade à nossa companheira senadora Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do nosso partido, vítima de uma ação judicial baseada em falsas acusações como está se tornando hábito no Brasil quando se trata de perseguir a classe trabalhadora e suas organizações.

Gleisi é inocente!

Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores do Paraná

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Manifesto de Moradores do Santa Cândida e de bairros vizinhos à sede da PF contra as agressões de pequenos grupos fascistas que atacaram a Vigília Lula Livre

“Nós não somos isso!!

Repudiamos todo e qualquer ataque à democracia. Não abrimos mão dos princípios democráticos!

Exigimos respeito ao direito de manifestação, assim como exigimos que os horários de silêncio sejam respeitados.

Alertamos para o uso do nome “Moradores do Santa Cândida” por um pequeno grupo que não nos representa.

Não somos ódio, não somos exclusão. Somos solidariedade, respeito e amor. Não cobrimos com símbolos de ódio o nome de Olga Benário, que por ser judia foi enviada – grávida – do Brasil para morrer num campo de concentração nazista.

Abrimos nossas portas, nossos braços e nossos corações para aqueles que lutam por justiça social e por igualdade, nestes tempos duros de transição. Lutamos lado a lado, sem violência, agressividade ou intolerância.

Somos seres humanos convivendo em uma mesma época e local e, sim, isso é possível, independente de raça, credo, religião ou convicções.

Não aceitamos a criminalização da política, somos seres políticos e temos responsabilidades. Somos democratas, acreditamos na liberdade de expressão e no direito de manifestação. Não apoiamos os intolerantes: somos contra o fascismo. A intolerância pressupõe que só o próprio ponto de vista é certo, recusa outros modos de ser, pensar, a existência das diferenças.

Pedimos empatia e compreensão, humildade e amorosidade: calçar as sandálias de alguém. Não somos punitivistas. Não procuramos vinganças. Temos consciência de que estamos participando de um importante momento da história. Vamos escrever um capítulo do qual nos orgulhemos.

Nós não somos apenas moradores do Santa Cândida. Somos moradores da Regional do Boa Vista: São Lourenço, Bacacheri, Abranches, Atuba, Barreirinha… Somos brasileiros, cidadãos do mundo, humanos. Esta é a nossa maior causa: a humanidade. Sem justiça, sem ética, sem respeito e honra, a humanidade sucumbe.

Acolhemos a Vigília, os acampamentos e alojamentos e apoiamos aqueles que lutam por dias melhores para todos e todas.

É o mínimo que nossa civilização espera de nós!”

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Carta de Juan Grabois a Lula

Querido Lula,

Ontem deixei o Brasil muito angustiado. Como você sabe, eles me impediram de visitá-lo de maneira injustificada, arbitrária e descortês. Em seguida, visitei meus irmãos e irmãs catadores, carroceiros, camponeses, favelados, professores, funcionários públicos, trabalhadores e membros de várias comunidades pastorais. Pude sentir a dor do teu povo, compartilhar sua impotência diante da injustiça, sua raiva pela perseguição de seu dirigente máximo. Também notei a enorme deterioração institucional, social e política sofrida pelo Brasil por causa da ambição de uns poucos que concentram o poder e impedem que as diferenças sejam resolvidas no marco da democracia.

O gole mais amargo, no entanto, estava me esperando no aeroporto de Curitiba. Lá soube que você foi atacado novamente pela mídia de massa e nas redes sociais. Eles alegaram que você mentiu sobre o Rosário enviado pelo Papa Francisco. Então você, preso e incomunicável, também mente! Com espanto, vi que seus inquisidores indicaram que a fonte de sua calúnia era o próprio Vaticano. Minha maior surpresa foi quando eu confirmei que em um site chamado Vatican News eles publicaram um texto agressivo em português, cheio de imprecisões e erros de redação.

A comunicação dessa página não pode ser considerada oficial, mas, de fato, é um site dependente da Secretaria de Comunicação do Vaticano. Durante a leitura, não pude deixar de ficar espantado. Obviamente, um redator desse site, sabe Deus com que intenção ou a pedido de quem, queria causar um rebuliço e conseguiu.

Quando eu pude reclamar com os superiores, a nota foi removida do site e substituída por uma adequada (https://www.vaticannews.va/…/precisacao-sobre-caso-grabois-…), mas o dano já estava feito. Infelizmente, a mídia que disseminou a suposta negação do Vaticano ao paroxismo não reproduziu a nova nota com a informação correta. Será que vivemos na era pós-verdade.

Nunca revelei o conteúdo de um encontro com o Papa Francisco porque sou leal, o respeito e admiro muito. Além disso, sei que o seu apoio aos movimentos sociais e aos pobres lhe traz mais de uma dor de cabeça. Como você sabe, ele também sofre o ataque sistemático dos fariseus e herodianos de nossos tempos. No entanto, tendo em conta as circunstâncias, sinto-me obrigado a dizer-lhe como foram as coisas.

Em meados de maio estive no Vaticano para visitar Francisco, que me honra com uma amizade que não mereço, ama a Grande Pátria e – como ele próprio indicou – está preocupado com a situação atual. Como você sabe, isto é muito claro e frontal, ele não precisa de porta-vozes e nunca pretendi ser um. Sofro muito quando a mídia me coloca nesse lugar. Eu apenas tento ajudar no diálogo com os movimentos sociais, algo que tenho feito desde que nos conhecemos em Buenos Aires, há mais de dez anos, lutando por uma sociedade sem escravos ou excluídos. Atualmente, colaboro com el Dicasterio para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, presidido pelo Cardeal Peter Turkson, com quem organizamos os três Encontros Mundiais de Movimentos Populares e outras atividades para promover o acesso à terra, ao teto e ao trabalho como direitos essenciais.

Naqueles dias de maio, meus amigos dos movimentos populares no Brasil me ofereceram a possibilidade de visitar-te. Fiquei muito feliz porque admiro o que você fez como presidente dos mais pobres e tenho certeza de que você é objeto de perseguição política, assim como Nelson Mandela e muitos outros líderes políticos da história recente.

Aproveitei, então, a visita ao Vaticano para conversar com o Papa sobre a situação e pedir-lhe um rosário abençoado para levá-lo. Assim foi. É incrível que um gesto tão simples de solidariedade e proximidade do Papa, um objeto que serve para orar, gere tantos problemas, mas não é a primeira vez e o Vatican News é responsável por ter permitido que uma nota inadequada e não profissional fosse publicada. Seu responsável me pediu perdão e eu o perdoo porque todos nós podemos cometer erros. Mas também sei que um dano sério foi cometido.

Também quero esclarecer que, quando me proibiram de vê-lo, pedi a teus colaboradores que lhe levem o Rosário, esclarecendo expressamente que vinha do Papa com sua bênção. Por esse motivo, o que eles afirmaram na sua conta do Facebook – injustamente denunciada por fakenews e ameaçado de censura – é exatamente o que eu disse a eles: a verdade.

Entrego esta carta aos teus colaboradores com a expressa autorização para publicá-la se ela servir para mitigar o dano causado, embora eu tema que aqueles que odeiam esse trabalhador que tirou 40 milhões de excluídos da fome e pôs de pé a América Latina diante dos poderes globais não vão dizer a verdade.

Te peço perdão pelo que aconteceu e te deixo um abraço fraterno, latino-americano e solidário;

Rezo pela tua liberdade, pelo teu povo e nossa Pátria Grande;

Juan Grabois”

terça-feira, 12 de junho de 2018

Nota de Gleisi Hoffmann sobre julgamento no STF

Recebi com serenidade a notícia de que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar, na próxima terça-feira (19), a ação penal em que fui injustamente denunciada, sem qualquer prova ou indício de crime.

Trata-se de acusação forjada nos subterrâneos da Lava Jato, onde criminosos condenados negociam benefícios penais e financeiros em troca de delações mentirosas, que servem à perseguição política contra o PT e os nossos dirigentes.

No meu caso, a cada falsidade desmascarada durante o processo, os criminosos foram mudando seus depoimentos e mentindo cada vez mais. É escandaloso que a Procuradoria Geral da República (PGR) tenha oferecido denúncia contra mim em vez de punir os que são acobertados pela Lava Jato.

Há quatro anos, aguardo o desfecho dessa trama. Nada vai apagar o sofrimento causado a mim e a minha família, os danos a minha imagem pessoal e política, mas vejo com alívio o dia em que a Justiça terá a oportunidade de me absolver e restaurar a verdade.

Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR)

Nota oficial do Vaticano sobre a visita de Juan Grabois a Lula

Cidade do Vaticano

Corrigindo um nosso serviço precedente sobre o caso Grabois-Lula, devemos ressaltar que havia imprecisões na tradução e nas transcrições que induziram a alguns erros. Abaixo apresentamos a notícia correta.

O advogado argentino Juan Gabrois é Consultor do ex-Pontifício Conselho Justiça e Paz, que passou a fazer parte do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, e é o coordenador do encontro mundial dos movimentos sociais em diálogo com o Papa Francisco.

Grabois concedeu uma entrevista (https://youtu.be/A7F-C1Bi5Q0) depois de ter sido impedido de visitar o ex-presidente Lula no Cárcere de Curitiba, onde está detido há mais de dois meses. Grabois definiu inexplicável a rejeição de não ter podido se encontrar com Lula a quem queria levar um Terço abençoado pelo Papa, as palavras do Santo Padre e as suas reflexões com os movimentos sociais e discutir assuntos espirituais com o ex-chefe de Estado.

Grabois disse que está muito preocupado com a situação política no Brasil e em vários países da América Latina. Enfim, disse estar muito triste pela proibição de realizar esta visita, mas que o importante é ter conseguido levar a Lula o Terço.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Mensagem de Lula ao Partidos dos Trabalhadores

Companheiras e companheiros,

O PT vive um dos melhores momentos da sua história.

Apesar de todos os golpes que sofremos nos últimos tempos; apesar de terem rasgado a Constituição para depor a companheira Dilma Rousseff; apesar da campanha de mentiras da Rede Globo e da perseguição da Lava Jato; nosso partido está vivo, dinâmico; e representa hoje a esperança do povo brasileiro para superar uma das mais profundas crises do país.

O PT viveu um aprendizado, ganhou experiência; colocou em curso o mais significativo e profundo programa de inclusão social da história do Brasil. Aprofundou a democracia ao introduzir a legislação que imprimiu transparência nas ações do Estado; conferindo autonomia para os seus órgãos de controle e investigação.

Democracia

Agora é hora de se apropriar das lições que a vida nos ensinou; de reiterar e aprofundar seus compromissos históricos com o povo brasileiro, a inclusão social; a promoção dos direitos do povo, das mulheres; crianças, negros, indígenas; da população LGBT, das pessoas com necessidades especiais; a valorização dos salários e a geração de empregos; o apoio às pequenas e médias empresas, à agricultura familiar e à reforma agrária; a defesa da soberania nacional.

O PT está experiente e preparado para voltar a governar o Brasil e cumprir seu destino de erradicar a miséria; as desigualdades e o preconceito da sociedade brasileira.

É por esse PT revigorado e unido que assumo, mais uma vez, a responsabilidade de disputar a presidência da República neste momento histórico. Porque tenho a confiança de vocês, tenham certeza de que não fugirei à luta.

Pelo Brasil, pela Democracia!

Viva o Partido dos Trabalhadores!

Luiz Inácio Lula da Silva