terça-feira, 8 de maio de 2018

A prisão de Lula não aprisiona a candidatura

Por Luiz Fernando Casagrande Pereira*

O ex-presidente Lula teve a condenação confirmada em segunda instância. Ainda há recursos que podem ser julgados no STJ e no STF. E não se pode dizer, antecipadamente, que os recursos não serão providos. Há muitos criminalistas (sem nenhuma ligação com o PT ou com Lula) que sustentam a fragilidade da decisão.

Aqui é importante dizer que sem decisão definitiva nestes recursos a prisão de Lula não aprisiona a candidatura. São temas que não se comunicam.

A Lei autoriza que o PT requeira o registro da candidatura de Lula, em meados de agosto deste ano. Em relação ao ex-presidente existe hoje uma inelegibilidade provisória – que pode ser revogada a qualquer tempo, mesmo depois da eleição. Nenhum especialista na matéria questiona esta conclusão.

A verdade é que não há nenhuma margem legal para um indeferimento antecipado do registro da candidatura de Lula. Nunca houve na história das eleições um indeferimento antecipado. A discussão sobre a inelegibilidade só poderá acontecer lá no ambiente do processo de registro. E desde a Lei 13.165/2015 (que já não pode mais ser alterada para a eleição de 2018 – art. 16 da Constituição Federal), o processo de registro só se inicia em 15 de agosto de 2018. Para insistir: aconteça o que acontecer, o tema do registro eleitoral não pode ser antecipado.

O PT poderá fazer o pedido de registro de Lula em 15 de agosto de 2018 (a campanha só dura 45 dias). Com o pedido de registro, Lula está autorizado a fazer campanha. No final do mês de agosto começa o horário eleitoral gratuito. Se o processo de registro (e a impugnação do registro) de Lula for o mais célere possível (apenas cumprindo os prazos mínimos), não termina no TSE antes da metade de setembro de 2018. E ainda caberia recurso ao Supremo. É assim porque enquanto o registro estiver em discussão (sub judice), Lula (como qualquer candidato) “poderá efetuar todo os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito e ter o nome mantido na urna eletrônica” (art. 16-A da Lei Eleitoral). E o registro de Lula estará sub judice até o dia da eleição, a considerar os casos anteriores.

Ainda que o TSE seja célere, Lula poderá disputar (e ganhar) a eleição mesmo com o registro indeferido. O próprio TSE informou que apenas nas últimas eleições 145 prefeitos ganharam a eleição com o registro indeferido. O exemplo de Lula estaria longe de ser inédito.

Há vários casos de prefeitos eleitos enquanto estavam presos. E, inclusive, com autorização para participar de atos de campanha, como a gravação do horário eleitoral gratuito.

Por que, afinal, a Lei Eleitoral autoriza que alguém concorra com o registro indeferido (e mesmo preso)? Por uma razão singela: tanto a prisão como a inelegibilidade são meramente provisórias e podem ser revertidas mesmo depois da eleição (desde que antes da diplomação).

A possibilidade de reverter a inelegibilidade está expressa no art. 26-C da própria Lei do Ficha Limpa. Por este dispositivo, Lula tem até a diplomação (depois da eleição, portanto) para suspender a inelegibilidade. Como está na atual jurisprudência sempre que houver plausibilidade no recurso interposto, a inelegibilidade deve ser suspensa. Recentemente, Lula interpôs recursos ao STJ e STF contra a decisão do TRF da 4ª Região. Como já mencionado, há professores de direito penal sem nenhuma ligação política que entendem que os recursos veiculam teses juridicamente plausíveis. E a simples plausibilidade dos recursos é tudo que Lula precisa para, a qualquer tempo, suspender a inelegibilidade. Basta a plausibilidade, diz a jurisprudência.

Se a inelegibilidade não for suspensa até a eleição, Lula será eleito com o registro indeferido (como 145 prefeitos ganharam em 2016). A discussão ficaria para depois da eleição. Neste caso, Lula eleito presidente, o Poder Judiciário teria que decidir depois da eleição se o registro (a própria eleição, portanto) é válido ou não.

Por tudo isso, é certo que a legislação brasileira assegura a candidatura de Lula. Nas últimas décadas, muitos foram os casos idênticos ao de Lula (disputa de eleição com inelegibilidade provisória). A Justiça Eleitoral sempre garantiu candidaturas sub judice, diante da possibilidade de posterior reversão da inelegibilidade. O sistema atual não é bom, mas os casuísmos são piores.

*Luiz Fernando Casagrande Pereira, especialista em Direito Eleitoral, jurista e professor.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Íntegra da nota oficial do PT-PR

O presidente do Partido dos Trabalhadores do Paraná, Dr. Rosinha, esteve reunido com o Superintendente da Polícia Federal, Maurício Valeixo, na manhã desta segunda-feira (7).

Durante a reunião foi protocolada, em nome do PT-PR, uma representação contra o delegado da Polícia Federal Gastão Schefer Neto, que empurrou e derrubou equipamentos de som durante um ato da vigília em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sexta-feira, 4 de abril.

O requerimento pede para que seja aberto um processo administrativo disciplinar para apurar os fatos e aplicar sansão disciplinar cabível. Foi requerido também o afastamento imediato do delegado até que ele passe por uma avaliação psicológica.

Sobre o atentado contra os manifestantes no dia 7 de abril, o superintendente relatou a Dr. Rosinha que a Polícia Federal abriu uma sindicância e que os fatos estão sendo apurados.

Partido dos Trabalhadores do Paraná

sábado, 5 de maio de 2018

NOTA OFICIAL DO PT – LONDRINA

O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores de Londrina repudia veementemente, com imensa indignação, a atitude da empresa Warshot Airsoft.

Essa empresa que está presente em dois shoppings da cidade oferece atividade de lazer, que consiste em tiro ao alvo. No caso, como alvo estariam sendo utilizadas dois representantes de nosso partido, os ex-presidentes da república Luís Inácio Lula da Silva, que encontra-se preso injustamente, condenado em um processo sem provas, e Dilma Rousseff, deposta através de um impeachment sem crime de responsabilidade.

Lamentamos a atitude da empresa que é irresponsável, desumana e de apologia à barbárie, principalmente por permitir que crianças estejam expostas a tal violência, mesmo que simbólica. Atirar em representação de pessoas não pode ser um esporte.

O país vive um momento de polarização política que potencializou o alastramento de ideais fascistas em nossa sociedade. Muitas pessoas desejam o mal para outras pelo simples fato de discordarem politicamente, sem considerar o pacto democrático e nossa Constituição Federal.

Não podemos deixar de evidenciar o levante absurdo de ódio, que encontramos desde o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o desrespeito com a sua imagem, utilizada num contexto de apelo sexual. Também apontamos o ódio que clamou pela morte de Dona Marisa Letícia, o desrespeito com a morte e o sofrimento do outro, de uma família. Elencamos também os tiros na caravana de Lula quando passou pelo Paraná; os tiros no acampamento em Curitiba que aconteceram na semana passada e atingiram no pescoço um de nossos militantes; também a audácia do delegado da Policia Federal que atacou em plena luz do dia a vigília Lula Livre.

O momento político pede serenidade, entendemos que a incitação do ódio à representantes do PT, camufladas em uma atividade de lazer, são um verdadeiro desserviço para o espírito e a liberdade democrática.

Reiteramos nossa indignação diante de tal fato e denunciamos o interesse criminoso por trás de tal ação.

Foto: Reprodução Facebook

Carta da escritora Luciana Hidalgo a Lula

Querido presidente,

O que o senhor fez no Brasil foi uma revolução. Não uma Revolução Francesa, que guilhotinou cabeças da realeza para exigir na marra liberdade, igualdade, fraternidade. Não, o senhor não cortou cabeças, nem expulsou ricos de suas propriedades privadas como a Revolução Russa, tampouco roubou a poupança das classes abastadas (como aquele presidente eleito no Brasil em 1989 roubou). O senhor manteve as elites ricas e contentes, mas foi mexendo dia após dia nos mecanismos de poder que excluíam perversamente os pobres da nossa sociedade e negavam o que todo país decente deveria garantir: sua cidadania, isto é, sua dignidade.

Por isso, de início, querido presidente, seus microgestos, sutis, pouco saíam nos jornais, mas abalavam gradativamente as estruturas viciosas do poder. Sou leitora de Michel Foucault e atesto que o senhor fez genial e intuitivamente, na prática, num país periférico e violento, muito do que esse célebre filósofo francês teorizou sobre micropoder. O senhor modificou, programa após programa, a microfísica do poder no Brasil.

Explico como: logo de início o senhor abriu crédito para ajudar pobres a comprar eletrodomésticos básicos; subsidiou a compra de tintas e materiais para que construíssem suas casas; criou o Banco Popular, ligado ao Banco do Brasil, permitindo que pobres tivessem conta em banco; levou iluminação elétrica aos recantos rurais mais atrasados pela escuridão (Luz para Todos); criou o Bolsa Família, tirando 36 milhões de brasileiros da miséria e obrigando seus filhos a voltar à escola; levou água para milhões de brasileiros que sofriam com a seca no interior semiárido (programa Cisternas, premiado pela ONU); inventou Minha Casa Minha Vida, distribuindo moradias Brasil afora; criou Farmácias Populares que vendiam medicamentos com descontos para a população de baixa renda; implementou cotas raciais e sociais em universidades, contribuindo para que jovens negros e/ou vindos de escolas públicas pudessem estudar e no futuro talvez escapar de serem assassinados nas ruas do Brasil; implantou o Prouni (Universidade Para Todos), oferecendo bolsas para alunos de baixa renda estudarem em faculdades particulares; aumentou o salário-mínimo acima da inflação; etc.

Não me beneficiei pessoalmente de nenhum dos seus programas sociais, querido presidente. Sou brasileira privilegiada, nascida numa classe média da zona sul carioca. Fui jornalista nas maiores redações do Rio (Jornal do Brasil, O Globo, O Dia), depois virei escritora (premiada com dois Jabuti), fiz um doutorado e dois pós-doutorados em Literatura, na Uerj e na Sorbonne. E é justamente por isso, por tudo o que li, vi e aprendi, sobretudo na França onde morei durante anos, que posso dizer: países europeus só se desenvolveram porque aplicaram e aplicam projetos como os seus. Na França, por exemplo, o salário-mínimo é de uns R$ 4 mil (graças a décadas de greves e manifestações de trabalhadores “vândalos” por melhores salários); o seguro-desemprego dura de dois a três anos para que o desempregado não caia na miséria; há “locações sociais” que garantem moradia aos menos privilegiados; todos os remédios receitados nos hospitais públicos são dados ou subsidiados pelo governo etc.

O problema, querido presidente, é que quando uma parte da elite brasileira visita Paris, só vê a grande beleza. Finge não ver que aquela beleza só se sustenta graças à aplicação justa de impostos. Sim, as classes mais abastadas de lá têm consciência política, sabem que o equilíbrio social depende delas. No Brasil não. Tem brasileiro que gasta milhares de euros em turismo na França e na volta reclama dos R$ 300 dados mensalmente aos beneficiados do Bolsa Família.

Sim, querido presidente, é difícil entender a mentalidade desses que frequentaram os melhores colégios particulares do Brasil. Até entendo, já que eu mesma cursei um dos melhores colégios particulares do Rio e não aprendi grande coisa. Lá não havia disciplinas como Literatura ou Filosofia, por exemplo, que nos ajudariam a ter um pensamento mais crítico. Que pena.

Só aprendi o que era o mundo quando comecei a encarar a miséria do meu país de frente em vez de virar a cara ao passar por ela na rua. Ainda na adolescência participei de um grupo que dava comida para os sem-teto no Rio e pude ouvir suas comoventes histórias de vida. Depois virei jornalista e passei a ouvir mais pessoas, das mais variadas origens, das favelas, dos interiores, e suas justas reivindicações.

Portanto, saiba, querido presidente, que não só o povo beneficiado pelos seus programas sociais está ao seu lado. Somos muitos escritores, artistas, professores de escolas e universidades, pessoas premiadas, com títulos, das mais diversas profissões. Justamente por termos lido tanto (livros, não apenas jornais e revistas), viajado, justamente porque conhecemos o Brasil profundo, entendemos a grandeza do que o senhor fez. Nós também somos esse povo.

Aliás, há inúmeros políticos, historiadores, intelectuais estrangeiros nas maiores universidades da Europa que também o admiram. E se escandalizam, por exemplo, quando ouvem comentaristas brasileiros dizerem de forma tão elitista que o eleitor de Lula é “povão”, “nordestino”, “ignorante”, “petista”, “lulista”, “petralha”, “fanático”. Intelectuais estrangeiros se chocam com a criminalização de pobres, negros, índios e da própria esquerda no Brasil. E também se chocam quando o xingam de “populista”, como se o senhor usasse o povo. Ora, ora, mas o senhor é o povo.

No mais, querido presidente, não entrarei no mérito do seu julgamento. Primeiro porque não acredito em condenação sem provas. Segundo porque desde o golpe de 2016, que tirou do poder uma presidenta eleita pelo povo, desde o dia em que ficou provado (e gravado!) o conluio entre os Poderes “com o Supremo, com tudo”, não acredito mais nas nossas instituições.

Claro que a Lava Jato é importantíssima para o país, mas o partidarismo seletivo e o gosto pelo espetáculo a diminuem. Talvez por isso grandes juristas estrangeiros têm apontado falhas absurdas no processo que o condenou, querido presidente. Como disse o advogado inglês Geoffrey Robertson em entrevista recente à BBC de Londres, “o Brasil tem um sistema de acusação totalmente ultrapassado, em que o juiz que investiga, supervisiona a investigação, é o mesmo que julga o caso – e sem um júri!”. Outro jurista disse o mesmo num artigo no jornal The New York Times. Enfim, como acreditar numa justiça personalista, que num piscar de olhos pode beirar o justiçamento?

Nessas horas me lembro do que dizia Foucault: “Prender alguém, mantê-lo na prisão, privá-lo de alimentação, de aquecimento, impedi-lo de sair, de fazer amor, etc., é a manifestação de poder mais delirante que se possa imaginar. (…) A prisão é o único lugar onde o poder pode se manifestar em estado puro, em suas dimensões mais excessivas, e se justificar como poder moral.”

Sabe, querido presidente, quando a perseguição ao senhor começou na mídia, me lembrei do Betinho. Quase ninguém mais se lembra dele, o sociólogo Herbert de Souza, que criou associações de combate à fome e de pesquisa sobre a Aids nos anos 1990, quando os programas sociais do Estado eram insignificantes. Pois bem, esse cara, que devia ser coroado por seu esforço descomunal pelos pobres, um dia acordou sendo linchado da forma mais violenta pela imprensa por ter recebido doações de bicheiros. Os “puros” do país o atacaram de todos os lados, logo ele, “o irmão do Henfil” ex-exilado, hemofílico e soropositivo, tão magrinho, fiapo de gente, um dos poucos a combater a fome no Brasil. Mas não, para os “puros”, nada do que ele fazia pelos pobres compensava esse grande “erro”. Como se no Brasil houvesse dinheiro realmente “limpo”.

É, querido presidente, são assim os “puros”, os que não entendem a complexidade das lutas, os que fecham os olhos para as falcatruas dos ricos mas lincham o menino de rua da esquina, os que defendem uma ética que eles próprios não têm no dia a dia, enrolados em seus conchavos, compadrios, sonegações de impostos, corrupções de todo tipo. Das minhas andanças pelos bastidores do poder, posso dizer: os “puros”, mal acordam, já loteiam a alma.

É claro, querido presidente, que o senhor, além dos acertos, também cometeu erros. Quem não erra? Confesso que no início do seu governo estranhei, por exemplo, a sua aliança com a escória da política brasileira (PMDB etc.). Mas logo entendi que sem isso nenhum, nenhum, nenhum dos seus programas que revolucionaram o Brasil seria aprovado. Não sem esse toma-lá-dá-cá, não sem o cafezinho com o inimigo. Sonho sim com uma política pura, mas como, quando, se nunca, nunca, nunca foi assim nesse país?

Não vou, portanto, enumerar seus erros porque seus acertos os superam imensamente. Só a partir do seu governo entendi que a política pode muito mais do que o assistencialismo. Enquanto meus amigos e eu dávamos 50 quentinhas numa noite aos sem-teto do Rio, o senhor, com nossos votos, tirava milhões da miséria. Milhões de brasileiros.

O senhor acreditou antes de tudo na política, não em revoluções sangrentas radicais, para mudar o Brasil. E mudou. Não sou “lulista” nem “petista” (nunca me associei a partido algum), muito menos “petralha”. Mas, graças ao senhor, agora eu e milhões de brasileiros passamos a acreditar na política. E só por isso vale lutar.

Fico por aqui, no aguardo das eleições de outubro de 2018, quando um presidente de esquerda retomará o rumo desse Brasil desgovernado pelo conluio entre Poderes e onde, devido à corrupção, à leviandade e ao partidarismo das instituições, ideias fascistas se proliferam como bactérias.

Um grande abraço da
Luciana Hidalgo

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Nota de Lula à Vigília Lula Livre

Queridos companheiros e companheiras,

Tenho acompanhado todos os dias com muita emoção os atos de solidariedade que vocês fazem pela manhã e à noite.

Não há nada no mundo que possa pagar o carinho que vocês têm demonstrado todo dia. Beijos no coração de cada homem e de cada mulher.

Amanhã completam-se 30 dias que estou aqui aguardando que o Moro e o TRF 4 digam qual crime eu cometi. Tenho certeza de que sou vítima de um conluio entre a imprensa e a Força Tarefa da Lava Jato que não sabem como sair da emboscada que se meteram com tantas mentiras.

Estou tranquilo e sereno. Não sei se os acusadores dormem com a consciência tranquila que eu durmo.

A minha tranquilidade é porque eu tenho vocês.

Obrigado,

Nota da Polícia Federal sobre matéria de Veja

“Em relação à publicação da revista VEJA, em 04/05/2018, de matéria intitulada “A VIDA NO CÁRCERE”, assinada pelo jornalista Thiago Bronzatto, que trata da suposta rotina do Ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Superintendência Regional da PF em Curitiba, esclarecemos que:

1. Minucioso exame das imagens de circuito interno de segurança permite verificar que o autor da matéria não teve acesso à área restrita ao Ex-Presidente.

2. Grande parte das informações constantes na reportagem são equivocadas e imprecisas. É absolutamente falso, por exemplo, que seja administrada insulina ao custodiado.

3. O jornalista esteve presente no edifício da Superintendência Regional recentemente, onde participou de uma reunião com um servidor que não possui relação com quaisquer procedimentos relacionados à custódia.

4. As circunstâncias que envolvem possível circulação do jornalista por outras alas do prédio, após a mencionada reunião, já estão sendo apuradas.

Comunicação Social da Polícia Federal no Estado do Paraná”

Nota da Vigília Lula Livre

Em que pese o apoio e solidariedade com que contam, em Curitiba, a Vigília Lula Livre, o acampamento Marisa Letícia e os diferentes espaços em defesa da democracia e da liberdade de Lula, há incidentes e manifestações esporádicos de ódio contra nossos espaços e militantes. Seguimos cobrando das autoridades proteção aos nossos espaços e medidas contra provocadores e fascistas.

Nada irrita mais os ignorantes, os que não querem o jogo político baseado na disputa de ideias, os que não têm outra narrativa a não ser o ódio, os que não têm argumentos, os que não aceitam o fato de Lula seguir à frente das pesquisas e se manter sereno e crítico à sua prisão, nada os irrita mais do que ver nossas manifestações organizadas e firmes, a ponto de alcançar 30 dias de luta.

Seguimos, coletivamente, aprendendo e caminhando, cantando e denunciando o país que os golpistas querem cada vez mais destruído, como denunciou Lula ontem durante a visita de Gleisi Hoffmann e Jaques Wagner. E que, como o presidente ressaltou, esse país vamos reerguer.

Reafirmamos que a Vigília Lula Livre segue organizada e nas imediações da Superintendência da Polícia Federal, respeitando nossos acordos coletivos e o combinado com as autoridades. Daqui só sairemos com a liberdade de Lula.

Vigília Lula Livre, 4 de maio de 2018

Carta de Suplicy ao Blog do Esmael

“A respeito do Presidente Lula, informo que na última quinta-feira, muito embora a Juíza Dra. Carolina Moura Lebbos não tenha me permitido visitar Lula, pude entregar à sua filha Lurian cerca de 3 mil cartas vindas de todo o Brasil, de domingo a noite até quarta feira pela manhã, uma vez que anunciei em meu facebook que iria visita-lo na quinta, tendo em vista o parecer favorável do Ministério Público dado no domingo que poderiam ser enviadas para cartasparalula@gmail.com . Dentre elas uma comovente carta enviada pela família de Mário Pedrosa, fundador do PT, junto com Sérgio Buarque de Holanda, em 10/02/1980, no Colégio Sion, onde eu também estava presente. Lurian as entregou em mãos ao Lula às 17hs e pouco daquela quinta feira.

O abraço amigo,

Eduardo Matarazzo Suplicy
Vereador PT-SP”

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Manifesto contra Moro, acusado de abuso de autoridade em caso de português-brasileiro

As entidades representativas da classe e os advogados abaixo assinados, em defesa das prerrogativas da advocacia, vêm de público lançar um grave alerta em vista de decisão do juiz federal Sergio Fernando Moro, que determina expressamente que as autoridades envolvidas num processo de extradição desconsiderem liminar concedida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região e prossigam com a tramitação da sua ordem. Afirma que os advogados omitiram informação para poderem obter tal liminar. O referido magistrado, em uma só assentada, ofende a jurisdição do tribunal, os advogados de defesa e ultrapassa seus deveres funcionais como magistrado.

A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região manifestou em nota pública “[ser] inimaginável, num Estado Democrático de Direito, que a Polícia Federal e o Ministério da Justiça sejam instados por um juiz ao descumprimento de decisão de um tribunal, sob o pálido argumento de sua própria autoridade”. É inimaginável, ainda, acrescentamos, que um magistrado se utilize dos autos do processo para colocar em dúvida a ética profissional dos advogados de uma das partes, sem qualquer fundamentação.

É preciso reafirmar, alto e bom som, que o advogado é indispensável à administração da Justiça, a ele é garantido tratamento igualitário perante os demais agentes do sistema, seja o membro do Ministério Público, seja o próprio magistrado, tudo como garantia do pleno exercício de sua atividade profissional na defesa dos direitos e garantias individuais daqueles que representa.

A escalada de desprezo pelo direito de defesa e pela própria advocacia alcança agora outro patamar, que precisa ser derrubado antes que possa se estabelecer como praxe. A criminalização da advocacia pelo magistrado que deveria conduzir os autos com imparcialidade e isenção configura-se abuso de autoridade, desvio de função e, se não incontroversamente contido, dá impulso aos cada vez mais frequentes abalos que afetam pilares fundamentais do Estado de Direito.

Rendemos nossas homenagens aos advogados Antonio Carlos de Almeida Castro (Kakay) e Diogo Malan, ofendidos em seu ofício, e instamos as autoridades de controle do Judiciário a assumirem seu papel institucional. É preciso conter de imediato o avanço de posturas voluntaristas e autocráticas no Judiciário, que poderão ter um custo insolvável à democracia no Brasil.

1- Leonardo Isaac Yarochewsky - Advogado e Doutor em Ciências Penais (UFMG)
2 - Gabriela Araujo, Advogada e Professora de Direito Constitucional
3 - Alvaro de Azevedo Gonzaga - Professor Livre Docente PUCSP.
4 - Nasser Ahmad Allan, doutor em direito pela UFPR, advogado em Curitiba
5. Reinaldo Santos de Almeida, advogado e professor de Direito Penal da UFRJ
6 Celso Antonio Bandeira de Mello, Prof Emérito PUC/SP
7 Weida Zancaner - EspeciListA e Mestre em D. Administrativo
8. Pedro Estevam Serrano, prof. PUC/SP
9 Jose Eduardo Cardozo, ex-ministro da justiça e professor da PUC/SP
10 Rafael Thomaz Favetti. Advogado e Cientista Político.
11. Luciano Rollo Duarte, advogado em São Paulo
12. Maurides de Melo Ribeiro, OAB/SP 77.102
13. Mauro de Azevedo Menezes, Advogado e ex-presidente da Comissão de Ética Pública.
14. Leandro Raca, advogado
15. Juarez Tavares, advogado e professor 
16. José Francisco Siqueira Neto, advogado e professor 
17. Marco Aurélio de Carvalho, advogado
18. Ricardo Lodi Ribeiro, professor da Faculdade de Direito da Uerj
19. Márcio Augusto Paixão, advogado
20. Aldo Arantes, coordenador nacional da ADJC (Advogados e Advogadas pela Democracia, Justiça e Cidadania)
21. Gisele Cittadino - Professora PUC-Rio
22. Marcio Tenenbaum - advogado
23. Tarso Genro - OAB 5627
24. Lênio Streck - OAB 14439/RS
25. Renato Afonso Gonçalves
26. Fernando Augusto Fernandes - OAB/RJ 108.329
27. Luis Carlos Moro - OAB/SP 109.315
28. Nilson Pires Vidal de Paiva - OAB/RJ 142.226
29. Otávio Espires Bazaglia - OAB/SP 400.541
30. Esmar Guilherme Engelke Lucas Rêgo - OAB/RJ 165.256
31. Rafaela Azevedo de Otero - OAB/RJ 173.582
32. Rodrigo José dos Santos Amaral - OAB/RJ 204.322
33. Jéssica Cristina Ferracioli - OAB/SP 273.138
34. José Rodolfo Juliano Bertolino - OAB/SP 336.299
35. Breno de Carvalho Monteiro - OAB/RJ 214.580
36. Douglas de Souza Lemelle - OAB/RJ 182.572
37. Guilherme Lobo Marchioni - OAB/SP 294.053
38. Raphael da S. Pitta Lopes - OAB/RJ 158.599
39. Ricardo José Gonçalves Barbosa - OAB/ RJ 56.511
40. Cristina Lima dos Santos Magalhães OAB/RJ 160.719
41.!Renato Reis Aragão - OAB/SP 353.220
42. Fernando Tristão Fernandes - OAB/RJ 49.344
43. Wagner Gusmão Reis Junior - OAB/RJ 113.677
44 Bernardo de Magalhães Burlamaqui - OAB/RJ 150.733
45. Michel Saliba - Presidente da ABRACRIM DF - OAB/DF 24.694
46. Roberto Tardelli - advogado
47. Estela Aranha OAB/RJ 202221
48 - Adriana Ancona de Faria - advogada e professora
49. Pietro Alarcón
Oabsp. 144.455. professor PUCSP
50 - Otavio Pinto e Silva advogado e professor da USP
51- Magda Biavaschi, desembargadora aposentada do TRT 4, pesquisadora CESIT UNICAMP
52 - Carol Proner - UFRJ/ABJD
53- Ana Amélia Camargos-advogada e professora PUC/SP
54 - Miguel Pereira Neto - Advogado
55 - Luciana Worms - OAB/PR 65.076
56 - Caio Leonardo - OAB/SP 112.222
57. Angelita da Rosa - OAB/RS 63.318 - Procuradora Geral de São Leopoldo - Membro da ABJD
58. Cesar Pimentel- OAB/SP 134.301
59. Eder Bomfim Rodrigues. Advogado e professor de Direito Constitucional.
60. Fabiano silva dos Santos, advogado
61. Marthius Sávio Cavalcante Lobato, advogado, professor.
62-Marcelo Nobre,Advogado.
63- Antonio Pedro Melchior, advogado, professor da UFRJ.
64 - Juliano Breda, advogado.
65. Luiz Carlos da Rocha, advogado.
66. Adriana de França, advogado.
67. Daniela Teixeira, vice-presidente OABDF
68. Fabio Silveira - Advogado
69. Alberto Zacharias Toron
70. Pedro Paulo Carriello Defensor Público / ERJ
71. Sergio Graziano, advogado OAB/SC 8042
72. Prudente José Silveira OAB/SC 4673
73. Marcelo Turbay Freiria OAB/DF 22956
74. Bruno Salles Pereira Ribeiro OAB/SP 286.469
75. Valeska Teixeira Zanin Martins OAB/SP 153.720
76. Ney Juvelino Strozake
77. Andre Hespanhol, OAB/DF 39.645
78. Paula Losada, OAB/SP 128758
79. Magnus Henrique de Medeiros Farkatt, OAB/SP 82.368
80. Nelson Vicente Portela Pellegrino OAB Ba. 9054
81. Roberto Parahyba de Arruda Pinto OAB/SP 101.983
82.Carmen Da Costa Barros OAB/RJ 41099 e OAB /DF 1.975-A
83. Leonardo Fernandes Ranna, OAB/DF 24.811. 
84. Bernardo de Alencar Araripe Diniz, OAB/DF 23.341.
85. Hector Ribeiro Freitas OAB/DF 22.909 e OAB/AP 2194-A
86. Thiago Turbay Freiria OAB/DF 57.218
87. Rodrigo Alencastro OAB/DF 15.101
88. Renato Ferreira Moura Franco OAB/DF 35.464
89. João Paulo Boaventura OAB/DF 31.680
90. Inácio Alencastro OAB/DF 15.083
91. Pedro Machado de Almeida Castro OAB/DF 26.544
92. Marcelo Luiz Ávila de Bessa OAB/DF 12330
93. Marcelo Leal de Lima Oliveira OAB/DF 21.932
94. Liliane de Carvalho Gabriel OAB/DF 31.335
95. Hortensia Monte Medina OAB/DF 40.353
96. Roberta Cristina R. de Castro Queiroz OAB/DF 11.305
97. Cezar Riberto Bitencourt - OAB/DF 20151 e OAB/RJ 218.023
98. Cristiano Zanin Martins - OAB/SP 172.730; OAB/RJ 153.599; OAB/DF 32.190;
99. Laio Morais - 367973 OAB/SP
100. Eliane O. Barros -OAB/SP 146.160 
101. Marilda Mazzini OAB/SP 57.287
102. Thiago Bottino. Advogado e professor
103. Marivaldo de Castro Pereira OAB/SP 230.043 
104. Beatriz Vargas Ramos, Professora da UnB
105. Paulo Petri, OAB/RS 57.360
106. Gabriela Zancaner Bandeira de Mello, professora de Direito Constitucional da PUC/SP
107. Luiz Fernando Pacheco OAB/SP 146.449 
108. Paulo Teixeira - OAB 156333- SP
109. Rafael Faria OAB RJ 170.872
110 - Simone Haidamus - OAB/SP: 112.732
111. Alaor de Almeida Castro OAB MG 85.884
112. Fábio Curvelano Batista OAB MG 115.275
113. Gabriel Sampaio, OAB/SP 252.259
114. Aldimar de Assis OAB SP 89.632
115. Gabriela P. Della Vedova OAB/SP 310.608
116. Alvaro da Silva OAB/DF 32.401
117. Pedro Ivo Velloso OAB/DF 23.944
118. Ticiano Figueiredo OAB/DF 23.870
119. Diego Campos OAB/DF 27.185
120. Fernanda Reis OAB/DF 40.167
121. Álvaro Chaves OAB/DF 44.588
122. Célio Rabelo Junio OAB/DF 54.934
123. Juliano Aveiro OAB/DF 57.727
123. Oberdan Costa OAB/DF 54.168
124. Antonio Alberto do Vale Cerqueira OAB/DF 15.106
125. Fernando Parente, OAB/DF 27.805
126. Délio Lins e Silva Jr 16649 OAB DF
127. Getulio Humberto Barbosa De Sá OAB DF 12244
128. Bernardo Fenelon OAB/DF 52.679
129. Bruno Arruda Santos de Oliveira Gil OAB/DF 22.283 OAB/GO 39062-A
130. Daniel Gerber, OAB/DF 47827
131. Gabriela Bemfica, OAB/DF 321515
132. Frederico Donati Barbosa, OAB/DF 17.825
133. Thiago Bouza, OAB/DF 20.883
134. Roberto Podval
135. Daniela Muradas Antunes OAB/MG 77.212
135. Wilson Ramos Filho, Xixo, doutor em Direito, presidente do Instituto Defesa da Classe Trabalhadora
136. Roberto de Figueiredo Caldas, advogado
137. Alexandre Pacheco Martins , advogado
138. Vinicius Cascone, Advogado SP
139. Giselle Flügel Mathias Barreto 14300 OAB/DF
140. HUMBERTO MARCIAL FONSECA OAB/MG 55.867
141. Lidiane Ramos De Mendes 
OABMA 14.300
142. Paulo Fernando Corrêa
OAB/MG 170.580
143. Edna Maria Teixeira. OAB CE 22.678
144. Deodato Jose Ramalho Neto, OAB/CE 15.895
145. Antonia de Maria Ximenes Caetano - OAB/CE 22435.
146. Luiz Nivardo Melo Filho. OABCE 15844. 
147. ECILA MOREIRA DE MENESES OAB: 10.990
148. Egmar José de Oliveira
OABGo 14.916
149. Paulo Roberto Mariano Pires
OAB CE 30.078-B
150. Elisangela do Amaral Andrade Landim OAB/CE 21914
151. Carlos Brissac Neto OAB/MA 9.021
152. Lidiane Ramos De Mendes OABMA 14.300
153. Lúcio Flávio de Castro Dias OAB/DF 13.179
154. Nuredin Ahmad Allan, OAB/PR 37.148
155. José Carlos Moreira da Silva Filho - OAB/RS 42.408-B.
156. Vera Lúcia Santana Araújo OAB DF 05204
157. Inocêncio Rodrigues Uchôa, Juiz aposentado e advogado, OAB/CE: 3.274;
158. Marcelo Ribeiro Uchôa, OAB/CE: 11.299;
159. Antonio José de Sousa Gomes, OAB/CE: 23.968;
160. Caio Santana Mascarenhas Gomes, OAB/CE: 17.000;
161. Antonio Emerson Sátiro Bezerra, OAB/CE: 18.236;
162. Francisco Scipião da Costa, OAB/CE: 23.945;
163. Isabel Cecilia de Oliveira Bezerra, OABCE 15068-B
164. Maria de Jesus Cavalcante da Rocha, OABCE 32426
165. Francisca Janaína Muniz Nogueira, OAB/CE 27. 708
166. Ana Carolina Filgueiras Rios, OAB/CE 20.990
167. Pauline Queirós Caula, OABCE 
168. Thais Lissia Gonçalves dos Santos, OAB/CE 21.424
169. Antonio Macêdo Coêlho Neto, OAB/CE 26.037
170. Francisca Martír da Silva, OAB/CE 9.888
171. Francilene Gomes de Brito, OAB/CE 5736
172. José Boaventura Filho, OAB/CE 11.867
173. Marcos Antônio de Castro, OAB/CE 30.884
174. Deodato Jose Ramalho Neto, OAB/CE 15.895
175. Francisca Jane Eire Calixto de Almeida Morais, OAB-CE 6295, Conselheira Estadual da OAB/CE.
176. Humberto Bayma Augusto
OAB/ 16.692
177. Heráclio Mendes de Camargo Neto, OAB/SP 115.878
178. Daniel Carlos Mariz Santos 
OAB/CE 14.623
179. Ana Patricia Chaves Lima Bandeira, Oab/CE 26.198
180. Ana Lídia Arruda Saldanha Fontenele, OAB/CE 32.774
181. Bruno Santos-Advogado
OAB/CE 23.253
182. Neilianny Oliveira - OAB/ CE 31.164
183. Tereza Raquel Menezes de Souza- OAB- CE 30.809
184. Washington Pinheiro - Conselheiro Estadual - OAB/CE 6420
185. Carlos André Barbosa de Carvalho - OAB/ CE 29.514
186. Rui Falcão
187. João Paulo Martinelli -OAB/SP 207.839
188. Gustavo Teixeira Ramos
OAB/DF 17.725
189. Veronica Quihillaborda Irazabal Amaral
OAB/DF 19.489
190. Paulo Roberto Lemgruber Ebert OAB/SP 330.619
191. Monya Ribeiro Tavares
OAB-DF 16.564
192. Cíntia Roberta da Cunha Fernandes OAB/DF 26.668
193. Adovaldo Dias de Medeiros Filho OAB/DF 26.889
194.Renata Alvarenga Fleury Ferracina OAB/DF 24.038
195. Raquel Cristina Rieger 
OAB/DF 15.558
196. Isadora Costa Caldas
OAB/DF 48.974
197. Andréa Bueno Magnani 
OAB/DF 18.136
198. Leandro Madureira Silva
OAB/DF 24.298
199. Denise Arantes Santos Vasconcelos OAB/DF 19.552
200. Elvisson Pereira Jacobina Júnior OAB/DF 49.088
201. Moacir dos Santos Martins Filho, OAB/BA 25.758
202. João Gabriel Lopes
OAB/ BA 46.678
203. Inocêncio Rodrigues Uchôa, Juiz aposentado e advogado, OAB/CE: 3.274
204. Marcelo Ribeiro Uchôa
OAB/CE 11.299
205. Antonio José de Sousa Gomes
OAB/CE 23.968
206. Caio Santana Mascarenhas Gomes
OAB/CE: 17.000
207. Antonio Emerson Sátiro Bezerra, OAB/CE: 18.236
208. Francisco Scipião da Costa 
OAB/CE 23.945
209. Isabel Cecilia de Oliveira Bezerra, OAB/CE 15068-B
210. Maria de Jesus Cavalcante da Rocha OABCE 32426
211. Francisca Janaína Muniz Nogueira, OAB/CE 27. 708
212. Ana Carolina Filgueiras Rios
OAB/CE 20.990
213. Pauline Queirós Caula
OAB/CE 15.867
214. Edna Maria Teixeira 
OAB/CE 22.678
215.Thais Lissia Gonçalves dos Santos
OAB/CE 21.424
216. Antonio Macêdo Coêlho Neto
OAB/CE 26.037
217. Francisca Martír da Silva
OAB/CE 9.888
218. Francilene Gomes de Brito
OAB/CE 5736
219. José Boaventura Filho
OAB/CE 11.867
220. Marcos Antônio de Castro
OAB/CE 30.884
221. Deodato Jose Ramalho Neto
OAB/CE 15.895
222. Francisca Jane Eire Calixto de Almeida Morais, OAB-CE 6295, Conselheira Estadual da OAB/CE.
223. Humberto Bayma Augusto
OAB/ 16.692
224. Heráclio Mendes de Camargo Neto, OAB/SP 115.878
225.Daniel Carlos Mariz Santos 
OAB/CE 14.623
226. Ana Patricia Chaves Lima Bandeira, OAB/CE 26.198
227. Ana Lídia Arruda Saldanha Fontenele OAB/CE 32.774
228- Bruno Santos
OAB/CE 23.253
228-Neilianny Oliveira - OAB/ CE 31.164
230-Tereza Raquel Menezes de Souza OAB- CE 30.809
231-Washington Pinheiro - Conselheiro Estadual da OAB/CE - OAB/CE 6420
232- Carlos André Barbosa de Carvalho - OAB/ CE 29.514
233. Marcel Julien Matos Rocha. 
OAB/CE 14760
234. Guilherme Rodrigues 
OAB/CE 7.088
235-Paulo Antonio de Menezes Albuquerque - OAB-CE 6138
236-Carlos Eduardo Romanholi Brasil - OAB/CE 19.528
237- Lilian Daniele de Melo Viana Teles de Menezes OAB/CE 30202
238 - Ítalo Hide Freire Guerreiro 
OAB/CE 25.303
239-Antonio de Paiva Dantas
OAB/CE 8914
240-Carlos Marcos Augusto
OAB/CE 26.769
241- Marta Daniele Pereira Nogueira, Bacharela em Direito;
242- Estevão José Saraiva Mustafa, OAB/CE 23.652
243- Romualdo José de Lima 
OAB/CE 9.130.
244-Vaumik Ribeiro de Silva OAB CEARÁ 
245- Vinicius Cascone, Advogado SP
246- Giselle Flügel Mathias Barreto
OAB/DF 14300
247- Lidiane Ramos De Mendes 
OAB/MA 14.300
248. Paulo Fernando Corrêa
OAB/MG 170.580
249. Humberto Marcial Fonseca
OAB/MG 55.867
250. Antonia de Maria Ximenes Caetano - OAB/CE 22435
251. Luiz Nivardo Melo Filho. 
OABCE 15844. 
252. Ecila Moreira de Meneses
OAB: 10.990
253. Egmar José de Oliveira
OAB/GO14.916
254. Paulo Roberto Mariano Pires
OAB/CE 30.078-B
255. Elisangela do Amaral Andrade Landim
OAB/CE 21914
256. Carlos Brissac Neto 
OAB/MA 9.021
257. Lidiane Ramos De Mendes 
OAB/MA 14.300
258. Lúcio Flávio de Castro Dias 
OAB/DF 13.179
U259. Nuredin Ahmad Allan, OAB/PR 37.148
260. José Carlos Moreira da Silva Filho - OAB/RS 42.408-B.
261. Vera Lúcia Santana Araújo OAB DF 05204
262. Pedro Victor Pimentel Azevedo. OAB/CE 31.392.
263. Ranulpho Rêgo Muraro Oab/ Ce 33.405
264. Gabriela Guimarães Peixoto
OAB/DF 30.789
265. Janaina Leme dos Santos 
OAB/DF 54.805
266. Ricardo Lima Pinheiro de Souza 
OAB/DF 50.393
267. Marina de Almeida Vianna 
OAB/DF 52.204
268. Pedro Santiago Lopes França
OAB/DF 49.306
269. Cintia Odppis Saliba Oliveira 
OAB/DF 31.078
270. Marília Gabriela Brambilla 
OAB/DF 19.758
A 271. Marcella Guimarães Peixoto 
OAB/DF 54.990
272. Paula Sion de Souza Naves 
OAB/SP 169.064
273. Rose Carla da Silva Correia - OAB/RS 32.741
274. Jair Acosta OAB/RS 71.792
275. Edvaldo Cavedon - OAB/RS 89.990
276. Antônio Cláudio Mariz de Oliveira - advogado criminal
277. Fábio Castello Branco Mariz de Oliveira - advogado criminal 
278. Renata Castello Branco Mariz de Oliveira - advogado criminal
279. Glauco Pereira dos Santos
280. Eduardo Lowenhaupt da Cunha 
OAB DF 6856
281. Sérgio Martins Costa Coêlho 
OAB/ DF 55036.
282. Carla Gehlen 
OAB/DF 44.745
283. Almino Afonso Fernandes Jr. OAB/DF 42.516
284. Thiago Machado de Carvalho - OAB/DF 26.973
285. Mauro Castro 
OAB/DF 49.704
286. Felipe Rocha de Medeiros 
OAB/DF 54.106
287. Raimundo Ribeiro 
OAB/DF 3971
288. Carlos Henrique Nóra Sotomayor Teixeira
OAB/DF 14.292
289. Alexandre Vieira de Queiroz
OAB/DF 18.976
290. Bruno tramm santos oab/df 54670
291. Jessica Suellen de Oliveira Bronze - OAB/DF 40.187
292. Rafael Ferracina 
OAB/DF 35.893
293. Kelly Cristine Barros Melo OAB/DF 39.639
294. Priscila Ibiapina
OAB/DF 41.312
295. Thiago Senna Leônidas -OAB/DF 34.269
296. Cristina Alves Tubino
OAB/DF 16.307
297. Andre Karam Trindade OABRS 95.122
298. Guilherme Moacir Favetti. Advogado
299. Walter Leo Verbist - Advogado OAB/RS 35735
300. Aline Tortelli - Advogada OAB/RS 85.097
301. Claudia Zucolotto - Advogada
302. Fábio Roberto Gaspar . OAB SP 124 864
303. Sheyner Yasbeck Asfora. OAB / PB 11.540
304. Aline Cristina Braghini, OAB/SP 310.649
305. Márcia MBF Semer - Procuradora do Estado de São Paulo. OAB / SP 97.583
306. Luciana Boiteux. Advogada e Professora de Direito Penal da UFRJ
307. Maurício Vasconcelos. Conselheiro Federal da OAB pela Bahia
308. Fernanda Maria da Costa Vieira - OAB/RJ 101.385. 
309. Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia
310 . Elmir Duclerc, promotor do MPBA.
311. Rodrigo Melo Mesquita, OAB/DF 41.509
312. Thiago M. Minagé OAB/RJ 131007. Doutor em Direito. Professor de Processo Penal
313. Cleider Rodrigues Fernandes. OAB / DF 15.472
314. Jader Marques - Advogado Criminalista
315. Ademar Rigueira Neto - PE
316. Vicente Braga - CE
317. Sônia Rao - SP
318. Ilcelene Bottari - RJ
319. Deiber Magalhaes - Presidente da ABRACRIM MG
320. Marcelo Leonardo - advogado criminal e professor 
321. Lauro Seixas- OAB/ SE 5579
322. Victoria de Sulocki, advogada Criminal e professora de Processo Penal da Puc - Rio
323. Vanderley Caixe Filho OAB/SP 230.888 
324. Tarso Cabral Violin OAB/PR 
29.416
325. Sérgio Luiz Pinheiro Sant’Anna, Conselheiro Estadual da OAB - RJ e Professor da UCAM
326. Ana Terra Rosa Ferrari OAB-MG 107874
Nota de Desagravo
327. Orlando Silva da Silveira OAB/CE 11.920
328. Renê Garcez Moreira OAB/CE 11.496
329.Izabel Dourado de Medeiros OAB Ce 19.18
330. Miguel Gonçalves Ribeiro OABCE 22.195
331. Lucila Volnya Barbosa de Assis- OAB Ce 9.189
332. José Armando da Costa Jr. - OAB/CE 11069
333. Raphael Franco Castelo Branco Carvalho - OAB/CE 26.560
334. Ingrid Viana Soares OAB/CE 19296
335. Antônio Augusto Gurjao Barbosa Praxedes OAB/CE 22534
336. Camila Machado Corrêa - OAB / MG 160. 295
337. Cinthia Cristina Bezerra Teles OAB/CE 30.501
338. Marco Antônio Feitosa Moreira, Oab-CE 8.664
339. Kerginaldo Cândido Pereira, OAB/ CE 18629
340. Luiza de Marilac Martins e Silva Perdigão OAB 17.147
341. Francisco de Assis Alves OAB 32541
342. Wyllerson Matias Alves de LimaNota de Desagravo
343. Orlando Silva da Silveira OAB/CE 11.920-B
344. Renê Garcez More
345. Izabel Dourado de Medeiros OAB Ce 19.181
346. Miguel Gonçalves Ribeiro OABCE 22.195
347. José Armando da Costa Jr. - OAB/CE 11069
348. Raphael Franco Castelo Branco Carvalho - OAB/CE 26.560
349. Ingrid Viana Soares OAB/CE 19296
350. Antônio Augusto Gurjao Barbosa Praxedes
351. Maria Amália G G Neves Cândido - OAB/SP 65.897
352. Washington Pereira da Silva dos Reis . OAB PR
353. Ismael Santos Lopes OAB/SE 10309
354. Jose Dias Junior OAB/SE 8176
355. Getulio Savio Sobral Neto OAB /SE 4194
356. Carlos Zuzarte, advogado, Oab/Se 8796
357. Luciani eng de Almeida, advogado, OAB/SE 7707
358. Marilia Rosana C R Pineda! OAB/ MG 44.404
359. Fred Levita- Advogado- OAB/SE- 5664
360. Benito Soares Neto- Advogado- OAB/SE- 6215
361. Arthur Borba- Advogado- OAB/SE- 346-A
362. Léo Kraft- Advogado- OAB/SE- 339-B
363. Cristiano Barreto- Advogado- OAB/se 3656
364. Guilherme Maluf- Advogado- OAB/SE- 528
365. Gamil Föppel, advogado e professor da UFBA e UNB- OAB/BA 17.828
366. Marcos A. C. Lima- Advogado- OAB/SE- 6370
367. Fábio Guilherme Farias - Advogado- OAB/SE- 3562
368.Danilo Segundo- Advogado- OAB/SE- 8328
369. Aurélio Belém - Advogado- OAB/SE- 3349
370. Leonardo Oliveira OAB/SE 7173
371. Saulo Lima- OAB/Se 4290
372.Luiz Gustavo Costa . Advogado - OAB/SE 6768
373. Hans Weberling Soares, advogado - OAB/SE 3839
374. Marcos Chehab Maleson, advogado - OAB/RJ 100.223
375. Carlos Alberto Patrício de Souza Filho - advogado, OAB/RJ 121.341, 
376.Anna Borba Taboas, advogado, OAB/RJ 131.069
377. Augusto Luiz Dantas Trindade- advogado, Oab Se 4150
378. Ana Lúcia Dantas Souza Aguiar - advogado, OAB/SE 3992 
379. Marcelo Hardman Côrtes, advogado OAB/SE 3048
380. Thiago Oliveira -advogado, OAB/BA 45.617
381. Clay Anderson Ramos Pereira, Advogado em Sergipe- OAB/SE 3156.
382. Ilton Marques de Souza
OAB/SE 1.213
383. Valdick Figueiredo Souza Júnior, advogado, Oab/Ba 16925
384. Ricardo Ramos- advogado, Oab/Se 4494
385. Rodrigo Santos Catão- advogado, Oab/ Pe- 29.619
386. Cláudia Fontes Souza, advogado, OAB /SE 10031
387. Tânia Maria Santos de Oliveira, advogado, OAB /SE 6052
388. Gustavo Silveira Barreto- advogado, Oab-se- 151-B
389. Alda Cecília Barreto Teixeira- advogado, Oab/SE - 5479
390. Aline Feitosa de barros- advogada, Oab/SE- 6050
391. André Galdino melo Correa, advogado, OAB/se 5798
392. Fabiano Feitosa- advogado, OAB- 3173
393. Marcelo Porto Brandão, advogado, OAB/SE 8457
394. Hermosa Maria Soares França, advogado, OAB/SE 1917
395. Paulo José Soares, advogado, OAB/SE 058-B
396. Niully Campos, advogado, OAB/SE 6704
397. Aila Batista de Oliveira, advogado, OAB/SE 7968
398. Joaby Gomes Ferreira advogado, OAB/1977
399. José Alvino Santos Filho, advogado, 
OAB/SE 1367
400. Norman David Freitas de Araújo Filho, advogado, OAB/SE 9.777
401. Diego Tompson Campos 402.Déda, advogado, OAB 7626
403. Jose Evaristo dos Santos, advogado, Oab/Se 9043 
404. Cosme Carlos dos Santos, advogado, Oab/SE 8492
405. Roque Conrado Junior, advogado, Oab/ 5541
406. Lucas Melo dos Santos Carmo. OAB/SE 9.180
407. Ailio Clauber Fontes Lins, advogado, OAB SE 6249"

Gilmar Mendes chama a Globo News de 3ª Turma do STF

terça-feira, 1 de maio de 2018

Temer é expulso em visita a prédio que caiu em São Paulo 01mai18

Mensagem de Lula aos trabalhadores no dia 1º de Maio

Mensagem ao Povo Brasileiro no Dia do Trabalhador

Meus amigos, minhas amigas, o Brasil vive esse 1º de maio com tristeza mas esperança.

É com tristeza que vivemos um momento onde a nossa democracia está incompleta, com um presidente que não foi eleito pelo povo no poder. O desemprego cresce e humilha o pai de família e a dona de casa. Em uma força de trabalho superior a 100 milhões de pessoas, apenas 33 milhões têm carteira assinada, o número mais baixo em 6 anos.

Uma multidão de mais de 13 milhões está desempregada e outros tantos milhões em subempregos ou na informalidade. O país sofreu com a reforma do governo Temer o mais duro golpe nos direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo do século XX.

É com tristeza que vemos a economia patinar, conquistas democráticas serem revogadas e a maioria da população fazendo sacrifícios diariamente. O direito ao trabalho, a proteção da lei, ao estudo, ao lazer tem sido cada vez mais restritos. A mesa já não é farta, e até para cozinhar o pouco que tem muitas famílias catam lenha porque não podem mais pagar o bujão de gás. Crianças e jovens perdem o futuro que lhes garantimos e a porta de acesso ao ensino superior que tiveram nos governos nos quais servimos em benefício daqueles que mais precisavam.

Vocês se lembram da prosperidade do Brasil naqueles tempos. Quando o Brasil ia bem e parte da imprensa reclamava o tempo inteiro.

Agora o Brasil vai mal e os mesmos falam em “retomada da economia”. A sabedoria popular contra essa propaganda massiva, em especial das Organizações Globo, que controlam a maior parte das comunicações desse país, revela-se nas pesquisas, onde o povo mostra que sabe o caminho para voltar a ter um Brasil melhor, com mais inclusão social, democracia e felicidade.

Um Brasil onde os trabalhadores tenham direito a ter direitos. Onde os trabalhadores possam ter uma vida digna. Onde as crianças possam ter uma boa educação. Onde nenhum menino ou menina passe fome ou fique pedindo esmola em um farol. Onde o filho do pedreiro possa fazer uma faculdade e virar doutor. Um país do qual possamos ter orgulho.

Sabemos que esse Brasil é possível. Mais do que isso, já vivemos nesse Brasil há muito pouco tempo atrás.

Por isso a esperança! A esperança que retomamos neste 1.º de Maio unificado não é apenas um desejo, é algo que buscamos em nossa luta democrática em todos os dias. Ela nos fortalece para superarmos o triste momento presente e para construir um futuro de paz e prosperidade.

Viva o Dia dos Trabalhadores! Viva os trabalhadores brasileiros! Viva o Brasil!

Luiz Inácio Lula da Silva
Curitiba, 1 de maio de 2018

O ex-presidente Lula enviou a carta ao povo brasileiro e aos trabalhadores, que foi lida nesta terça-feira, 1º de Maio, por sua porta-voz Gleisi Hoffmann (PT-PR) no ato unificado das centrais sindicais realizado em Curitiba.

Acusação de Rafael Greca, prefeito de Curitiba, contra Sérgio Moro

“Registro minha indignação pelo confinamento de um condenado com o poder de mobilização do ex-presidente Lula, num prédio administrativo, que não tem, e nunca teve alvará para presídio, até por estar imerso em ZR3 – Zona Residencial com serviços, conforme a Lei de Uso do Solo de Curitiba. O erro e a responsabilidade são do Juizado. Até podemos compreender o fato histórico inusitado, sem precedentes na história do Brasil, mas os transtornos penalizam os curitibanos moradores daquele bairro tradicional. (Foto de 1º de maio de 2018). A Lei Penal não prevê cumprimento de pena em estabelecimento penal? Não faculta que seja, por razões humanitárias, próximo donde moram os familiares do apenado? Minha revolta é de um Prefeito urbanista, desta Cidade com zoneamento urbano violentado pela decisão judicial. Curitiba não faz parte da Federação? Se tem Direito Urbano vigente, ele não vale para a Justiça Federal? Já se passaram mais de 20 dias. Até quando?”

terça-feira, 24 de abril de 2018

ADVOGADO QUE LUTOU CONTRA A DITADURA MILITAR ENVIOU CARTA A LULA

XICO CALMON É ADVOGADO CARIOCA QUE LUTOU CONTRA A DITADURA MILITAR. ELE ENVIOU UMA CARTA A LULA QUE FOI RECEBIDA E LIDA PELO EX-PRESIDENTE


Caríssimo companheiro Lula, guerreiro do povo brasileiro:

Sei, em parte, o que está a viver na prisão; não tinha 72, mas 21 anos quando o militar Paulo Malhães, na época capitão, no dia 3 de novembro de 1969, encostou a pistola em minha nuca, eliminando qualquer possibilidade de reação, e sequestrou a mim e mais duas companheiras, sendo uma a minha namorada, 16 anos, e fomos levados para o DOI-Codi da Barão de Mesquita no Rio de Janeiro.

Passei pelas torturas, descritas nos arquivos da Comissão Nacional da Verdade, da qual fui um assessor voluntário, e naquele estabelecimento do Exército a minha namorada, embora menor de idade, foi seviciado e ameaçada de ser jogada aos jacarés que o Manhães alimentava no quartel, ficando em torno de 42 dias prisioneira, com a autorização do Juiz de menores da época, muito famoso, Alyrio Cavallieri, de que ficasse à disposição o tempo que o encarregado do inquérito necessitasse (documento no arquivo da CNV e do Brasil Nunca Mais digital).

Passei um total de 59 dias de solitária e mais 9 meses em quartéis e no Hospital Central do Exército, partilhei no HCE com camaradas de idade mais avançada, próximo de 60 anos, e posso testemunhar que foram tão resistentes como nós mais jovens.

O processo constante de procurar minar o nosso moral não nos venceu, pois nossos sonhos eram mais fortes, e deles nos alimentávamos todos os dias para mantermos a dignidade de combatente.

Suas realizações pelo povo brasileiro, presidente, e seus sonhos serão os seus alimentos espirituais, os quais continuarão a mantê-lo tão forte quanto demonstrou no sindicato de São Bernardo, e ,oxalá, muito mais ainda, pois não há tortura capaz de eliminar nossas crenças, ideias e sonhos e nem de aprisioná-las.

Receba um fraterno abraço do ex-combatente “Túlio” da VAR e companheiro de luta contra a tirania togada,

Xico Celso Calmon

segunda-feira, 23 de abril de 2018

A democracia corrompida

Sim, vivemos no país da corrupção. Pois, corrompidas estão a nossa sociedade e o seu sentimento de solidariedade, nossa tolerância com as diferenças e a esperança de nos tornarmos uma nação mais justa e de oportunidades iguais para todos.

Corrompido está o Estado Brasileiro, quando as instituições e as leis republicanas são relegadas, dando lugar a decisões arbitrárias na luta selvagem pelo poder e manutenção de privilégios.

Corrupção é a usurpação não somente de bens materiais, mas também do patrimônio imaterial e dos direitos consagrados na Constituição Cidadã de 1988.

Em nossa democracia corrompida, reina a barbárie por meio da violência física e simbólica contra negros, índios, mulheres, LGBTs, idosos e crianças, notadamente, os mais pobres.

Em nossa democracia corrompida, políticos e empresários corruptos parecem desejar a volta do trabalho escravo e latifundiários expulsam camponeses, chacinam índios e lideranças dos movimentos sociais.

Em nossa democracia corrompida, as mineradoras impunes arruínam rios e cidades enquanto setores do agronegócio avançam sobre as nossas florestas, envenenando a terra e a água com agrotóxicos condenados e causadores de doenças fatais.

Em nossa democracia corrompida, o combate contra a corrupção empreendido pela Lava-Jato se transformou em instrumento de ação política para penalizar alguns em detrimento de outros. Hoje é patente que o julgamento e a prisão açodada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornou o objetivo primeiro dessa operação que visa retirar do pleito presidencial o candidato preferido nas pesquisas de opinião.

O processo que o condenou é tido por muitos juristas nacionais e internacionais como uma farsa e representa um grave perigo de ruptura da legalidade. O Poder Judiciário hoje julga, prende e liberta de forma seletiva e partidária, dramatiza as suas ações na mídia e ignora a Constituição, ao judicializar a política fazendo desta um caso de polícia.

Hoje reina a confusão entre os poderes da República, fragilizando a democracia brasileira que se submete a pressões de todos os tipos, inclusive de militares e setores autoritários que ameaçam as eleições presidenciais.

Como trabalhadores da cultura não podemos enxergar o cinema desligado da vida e da consciência, nem nos interessa uma estética sem ética. Para nós, o cinema deve ser, sobretudo, uma celebração da liberdade e da vida, sem preconceitos e sem ódios. O cinema é a linguagem de transformação das pessoas através do exercício do lúdico, da criatividade, da emoção e do pensamento.

Como cidadãos e profissionais da área artística e cultural, queremos liberdade, justiça e cidadania plenas e nos colocamos contra a barbárie que no Brasil se instalou, como em um filme de horror.
Por isso, conclamamos a todos que se unam em defesa das liberdades democráticas e da Carta Magna de 1988.

Assinam:

Rosemberg Cariry -cineasta
Roberto Gervitz – cineasta
Murilo Salles – cineasta
Lucia Murat – cineasta
Toni Venturi – cineasta
Luiz Carlos Barreto – produtor de cinema
Marieta Severo – atriz
Bete Mendes – atriz
Andrea Beltrao – atriz
Rui Guerra – cineasta
Lais Bodanzky -cineasta
Walter Lima Jr -cineasta
Daniel de Oliveira – ator
Matheus Natchergaele – ator
Chico Diaz – ator
Sérgio Machado – cineasta
Ana Maria Magalhães – atriz e cineasta
Caco Ciocler – ator
Maria de Medeiros – atriz (Portugal)
Debora Bloch – atriz
Lucelia Santos – atriz
Jeferson De – cineasta
Jorge Duran – cineasta
Eliana Caffé – cineasta
Milhem Cortaz – ator
Beto Brant – cineasta
Cláudio Assis – cineasta
Letícia Sabatella – atriz
Antonio Pitanga – ator
Enrique Diaz – ator
Thiago Mendonça – ator
Werner Schunemann – ator
Vicente Amorim – cineasta
Vania Catani – produtora
Marco Ricca – ator
Aderbal Freire Filho – ator e diretor de teatro
Silvia Buarque – atriz
Tuca Andrada – ator
Pedro Farkas – diretor de fotografia
Paulo Caldas – cineasta
Monique Gardenberg – cineasta
Marcelo Gomes – cineasta
Marcos Breda – ator
Luiz Carlos Lacerda – cineasta
Liliana Sulzbach –cineasta
Lina Chamie – cineasta
Lírio Ferreira – cineasta
Eunice Gutman – cineasta
Maeve Jinkings – atriz
José Joffily – cineasta
Hilton Lacerda, cineasta e roteirista
José Roberto Eliezer – Dir. de fotografia
Lucio Kodato – Dir. de Fotografia
José Roberto Torero – roteirista
Guta Stresser – atriz
Daniel Ribeiro – cineasta
Débora Duboc – atriz
Hermano Penna – cineasta
Camilo Cavalcante – cineasta
Ana Luiza Azevedo – cineasta
Alain Fresnot – cineasta
Rubens Rewald – cineasta e professor
Claudio Kahns – cineasta
Cristina Pereira – atriz
Antonio Fragoso – ator
Antonio Grassi – ator
Daniel Dantas – ator
Aurelio Michiles -cineasta
Caco Monteiro – ator e cineasta
Giba Assis Brasil – montador de cinema
Edgar Navarro – cineasta
Tadeu de Pietro – ator
Eduardo Valente – cineasta e curador
Vera Egito – roteirista e diretora
Pola Ribeiro – cineasta
Zeca Pires – cineasta
Helena Tassara – cineasta
José Araripe – cineasta
Inez Viana – atriz e diretora teatral
Janaina Diniz Guerra – atriz
José Frazão – cineasta
Henrique Dantas – cineasta
Pascoal da Conceição – ator
Karen Harley – montadora de cinema
Petrus Cariry – cineasta
Denise Moraes – cineasta
Renato Tapajós – cineasta
Sofia Frederico – cineasta e jornalista
Guilherme Fiuza Zenha – diretor e produtor
Solange Lima – produtora
José Geraldo Couto – crítico de Cinema
Maria do Rosário Caetano – jornalista e pesquisadora de cinema
Carlos Alberto Mattos – jornalista e escritor
Vannessa Gerbelli – atriz
Taciano Valério – cineasta
Diana Almeida – produtora de cinema
Tatiana Salem Levy – roteirista e escritora
Daniela Broitman – cineasta
Amauri Tangará – cineasta
Ernesto Piccolo – diretor de teatro e ator
Rafael Ponzi – ator
Everaldo Pontes – ator
Frederico Machado – cineasta e distribuidor
Rodrigo Siqueira Arejeju – cineasta
Bárbara Cariry – produtora e cineasta
Gisela Câmera – produtora
Margarita Hernandez – cineasta
Cassiano Carneiro – ator
Marcelo Laffitte – cineasta
Antonio Galindo – produtor
Cristina Aché – atriz
Paola Vieira – cineasta
Daniela Vitorino – produtora
Alan Minas – roteirista e diretor
José Barahona – cineasta
Cesar Cavalcanti – diretor de cinema e produtor
Antonio Venâncio – pesquisador de cinema
Bia Salgado – figurinista
Marco Aurélio Ribeiro – cineasta
Firmino Holanda – cineasta, roteirista e historiador
Moacir Chaves – diretor de teatro
Luciana Sérvulo da Cunha – documentarista
João Godoy – técnico de som direto
Claudia Alencar – atriz
Sabrina Fidalgo – cineasta
Lula Oliveira – produtor e diretor
Tati Mendes – produtora
Tilani Nascimento – cineasta
Amanda Lima – cineasta e produtora
Ilário Lima – produtor
Tito Almejeiras – cineasta e ator
Carla Francine – Produtora
Tetê Moraes – Cineasta
Alana Ribeiro – Produtora
Stela Grisotti – Roteirista

Carta de Lula à FUP

Meus queridos companheiros da FUP,

Tenho acompanhado, na medida do possível, as manifestações de solidariedade. O apoio que vocês têm me dado me ajuda muito a continuar acreditando na nossa luta por justiça.

Foi muito bom contar com a presença dos petroleiros no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo, com toda a ajuda que vocês nos deram.

Soube que vocês estiveram na porta da Polícia Federal em Curitiba, para, junto com os outros movimentos, me darem um “bom dia”.

Soube também da manifestação em Campos dos Goytacazes, contra as injustiças que estão fazendo comigo.

Durante todos esses anos, sempre tivemos uma ligação muito forte em defesa da Petrobrás e do projeto de desenvolvimento nacional.

Desde meus anos de sindicalista, os petroleiros são uma das categorias mais comprometidas com a ideia de um Brasil mais justo para todos.

É por isso que quero mandar os meus sinceros agradecimentos para cada companheiro e cada companheira da FUP.

A todos vocês que acreditam na minha inocência e lutam por justiça, serei sempre grato. Um abraço fraterno.

Curitiba, 23 de abril de 2018

Luiz Inácio Lula da Silva

O tríplex da OAS

sábado, 21 de abril de 2018

PT é aconselhado a tirar Lula da mira dos Holofotes

“Petistas têm sido aconselhados a convencer o ex-presidente Lula a desistir da candidatura ao Planalto. Em conversas recentes com ministros do Supremo, ouviram que a única forma de ajudar Lula a sair da prisão é tirá-lo dos holofotes.

Enquanto o petista estiver todos os dias na mídia e confrontando o Poder Judiciário é impossível que a Corte vote qualquer ação que possa beneficiá-lo, como o fim da prisão após 2.ª instância.

A mesma sugestão foi dada ao senador Aécio Neves, razão pela qual o tucano avalia desistir de participar da eleição deste ano.

Um exemplo citado nas conversas com os petistas é o do senador José Serra. O tucano deixou o Ministério das Relações Exteriores e se refugiou no Senado. Desde então, saiu da linha de tiro e já teve um inquérito arquivado no Supremo”.

O Estado de S. Paulo, 21/04/2018

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Quatro partidos divulgam manifesto de apoio a Lula

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feita ao arrepio da Constituição Federal, representa agressão à democracia brasileira e aos tratados internacionais de direitos humanos, os quais consagram, como fundamentos dos regimes democráticos, os princípios da soberania popular, da presunção da inocência e do devido processo legal.

A origem das modernas democracias assenta-se justamente nesses princípios básicos, que têm no habeas corpus sua manifestação mais significativa. Assim sendo, a prisão de ex-presidente pode ser interpretada como uma decisão casuística, politicamente motivada, que cria insuportável insegurança jurídica no Brasil.

O encarceramento apressado e injustificado do ex-presidente Lula, contra o qual não há uma única prova minimamente sólida de culpa, agrava sobremaneira o perigoso e crescente clima de ódio e de instabilidade política que tomou conta do país. A decisão, destituída de fundamentos jurídicos sólidos, configura ato de perseguição política, que tende a aprofundar a gravíssima crise econômica, social e política do Brasil.

A injusta cassação política-jurídica do líder nas pesquisas de intenção de voto, significa aposta irresponsável no quadro de caos e incerteza que prejudica toda a população brasileira. Confiamos, contudo, que as forças democráticas, dentro e fora das instituições, saberão reverter essa funesta decisão e libertar Lula. O que fazem hoje com o Lula poderão fazer com qualquer pessoa amanhã. Respeitar a Constituição é respeitar a democracia.

Carlos Lupi
Presidente nacional do PDT

Gleisi Hoffmann
Presidenta nacional do PT

Juliano Medeiros
Presidente nacional do PSOL

Luciana Santos
Presidenta nacional do PCdoB

Carta do ex-presidente Lula ao acampamento Lula Livre, em Curitiba

“Eu ouvi o que vocês cantaram. Estou muito agradecido pela resistência e presença de vocês neste ato de solidariedade. Tenho certeza que não está longe o dia em que a Justiça valerá a pena. Na hora em que ficar definido que quem cometeu crime seja punido. E que quem não cometeu seja absolvido. Continuo desafiando a Polícia Federal da Lava Jato, o Ministério Público da Lava Jato, o Moro e a segunda instância a provarem o crime que alegam que eu cometi. Continuo acreditando na Justiça e por isso estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado.

Grande abraço e muito obrigado.

Luiz Inácio Lula da Silva"

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Carta de governadores e senadores a Lula


sábado, 7 de abril de 2018

Mensagem deixada pelo ex-presidente Lula antes de se entregar a seus algozes


“Meus amigos, minhas amigas,

Tenho pensado muito sobre o caminho que nossas vidas tomaram. O futuro, no fim das contas, não parece ser um lugar assim tão distante. Não que a nossa vida tenha sido fácil, longe disso.

Sentimos na pele o que passa um povo esquecido, mas sabemos que nenhum fardo é tão pesado que não se possa carregar. Quem sobrevive depois de passar por tanta dificuldade aprende, desde cedo, que a honra é o nosso bem mais valioso.

Ao longo do caminho, conheci muita gente que precisava apenas de uma oportunidade para andar com as próprias pernas e construir com dignidade a própria vida. Foi essa ideia de um Brasil mais justo que embalou nossos melhores e mais generosos sonhos. Um país sem fome, com escola, casa e emprego para todos.

Olho para trás e vejo que poderíamos ter feito mais. Sempre é possível fazer mais. Mas as oportunidades que criamos num país tão desigual e injusto parecem ainda maiores nos dias difíceis de hoje.

Eu já fui preso uma vez, minha vida foi toda revirada, minha família foi perseguida e perdi minha eterna companheira.

Eu não tenho medo do que está por vir. Enquanto me restar pelo menos um minuto de vida, esse minuto vai ser para lutar pela dignidade do nosso povo. E defender a nossa honra.

A honra do menino que cruzou o país para vencer a fome e se tornou engraxate. Do adolescente que se tornou um jovem operário. Do homem que se tornou pai e lutou com todas as forças para representar o povo brasileiro. Nas tardes de incerteza da minha juventude nunca imaginei ser possível. Mas foi. Me tornei o presidente do povo brasileiro.

Quem me condenou sem provas sabe que sou inocente e que governei com honestidade. Os que nos perseguem podem fazer o que quiserem, mas jamais poderão aprisionar os nossos sonhos.

Um grande beijo com muito carinho do companheiro Lula.”